quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

SERMO XI - SOBRE A SAÚDE ESPIRITUAL (HUGO DE SÃO VITOR)

Contexto histórico do Sermão sobre a Saúde Espiritual
(Hugo de São Vítor, século XII)

Este sermão nasce no século XII, um dos períodos mais férteis da espiritualidade medieval. É a época:
do florescimento das escolas catedrais,
da consolidação da teologia como ciência,
da busca por sínteses espirituais claras,
e do surgimento de grandes mestres da vida interior.

Hugo de São Vítor vive no Mosteiro de São Vítor, em Paris, um dos centros intelectuais mais importantes da Europa. Ali, ele forma gerações de monges, clérigos e estudantes que mais tarde influenciariam toda a Idade Média.

O contexto imediato deste sermão é profundamente pastoral: o homem medieval vivia angustiado pela consciência do pecado, pela fragilidade humana e pela necessidade de cura interior.

Hugo responde a isso com uma visão médica, ordenada e esperançosa da salvação.

Ele escreve num tempo em que:

- a medicina espiritual era levada a sério,
- a analogia entre corpo e alma era central,
- a teologia buscava ser prática, terapêutica, transformadora.

O sermão é, portanto, uma catequese sobre a cura da alma, estruturada como um verdadeiro tratado médico espiritual.

Hugo é um dos maiores teólogos do século XII — e um dos mais esquecidos hoje.

Origem

Nascido provavelmente na Saxônia (Alemanha).
Educado em ambiente monástico.
Enviado jovem para Paris.
Mosteiro de São Vítor

Em Paris, entra para o célebre Mosteiro de São Vítor, que se tornaria:
- um centro intelectual,
- uma escola de espiritualidade,
- um laboratório teológico.

Ali, Hugo se torna: mestre, pregador, formador e um dos pilares da chamada Escola Vitorina.

Entre suas obras mais importantes:

* Didascalicon (manual de estudo e leitura espiritual)
* De Sacramentis (síntese teológica monumental)
* Sermões e tratados espirituais, como este sobre a saúde da alma

Hugo é chamado por muitos de “o segundo Agostinho”, pela profundidade e equilíbrio.

Sua marca: clareza, ordem, pedagogia e uma visão medicinal da graça.

Ele é um mestre da cura interior, da purificação da alma e da ascensão espiritual.

Por que Hugo escreveu este sermão? (Motivações espirituais)

Hugo não escreve por especulação teórica. Ele escreve porque:

1. Via o gênero humano como profundamente ferido
A consciência do pecado original e dos pecados atuais era muito viva.
O homem medieval sabia que estava doente — mas não sabia como se curar.

2. Desejava oferecer um caminho claro de cura
Hugo organiza a vida espiritual como um médico organiza um manual clínico:
- o doente
- o médico
- as feridas
- o remédio
- os frascos
- os antídotos
- a dieta
- os dispensadores
- o lugar
- o tempo
- a saúde
- alegria da cura

É uma pedagogia brilhante: simples, concreta, memorável.

3. Queria formar cristãos maduros
O sermão é um mapa para quem deseja:
- entender a própria miséria,
- reconhecer o Médico divino,
- cooperar com a graça,
- caminhar rumo à saúde espiritual.

4. Reage a um problema real da época
Havia:
- ignorância religiosa,
- confusão moral,
- práticas supersticiosas,
- uma fé muitas vezes infantilizada.
Hugo escreve para curar a alma e formar a consciência.

SERMO XI - SOBRE A SAÚDE ESPIRITUAL

"Cura-me e serei curado; salva-me e serei salvo, porque tu és o meu louvor" Jeremias 17, 14

Caríssimos, quem roga ser curado reconhece-se enfermo. Quem é, porém, este enfermo? É o gênero humano, em cuja voz são ditas estas coisas. Enfermo pelo pecado original e por muitos pecados atuais, buscava o seu médico. O médico veio e o doente foi curado.
Propomo-nos expor doze coisas que dizem respeito à cura do gênero humano: o doente, o médico, as feridas, o remédio, os frascos, os antídotos, a dieta, os dispensadores, o lugar, o tempo, a saúde e a alegria pela recuperação da própria saúde.
Este doente é o gênero humano, de cuja doença, Isaías testemunhou, dizendo:  "Toda a cabeça está enferma, e todo coração abatido; desde a planta do pé ao alto da cabeça, não há nele nada são". Isaías 1, 5-6
A ferida, a inflamação e a chaga não foram atadas, nem tratadas com medicamentos, nem cobertas com óleo. Em outro lugar da Escritura, há ainda outro que clama: !Minhas entranhas estão cheias de inflamação, não há parte alguma sã em minha carne". Salmo 37, 8
Assim também clamam os membros do gênero humano, demonstrando a dor de sua enfermidade.
Mas, conforme foi dito, o médico veio e o enfermo foi curado. Quem é este médico?
"Deus, que sara os contritos de coração e liga as suas chagas". Salmo 146, 3
As feridas são o pecado original, que se manifesta na mente pela ignorância e na carne pela concupiscência e os pecados atuais cometidos quando se vive mal. O pecado original procede de nossos pais, os pecados atuais são produto de nossa obra. A procedência do primeiro é alheia, a dos segundos é própria.
O remédio é a graça infundida de dois modos em nossas feridas, um amargo e outro doce. O amargo é pela repreensão e o doce pela consolação. A repreensão é o vinho e a consolação é o óleo.
Os frascos são os sacramentos, nos quais e pelos quais a graça espiritual é contida e conduzida, como a água do Batismo, o óleo do Crisma e outros.
Os antídotos são os sete dons do Espírito Santo, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de ciência e de piedade, e o espírito de temor do senhor, para que sejamos humildes pelo temor, misericordiosos pela piedade, discretos pela ciência, invictos pela fortaleza, previdentes pelo conselho, cautelosos pela inteligência, maduros pela sabedoria. O temor expele o orgulho, a piedade a crueldade, a ciência a indiscrição, a fortaleza a debilidade, o conselho a imprevidência, a inteligência a incautela, a sabedoria a insesatez. Que bons antídotos são estes, pelos quais curam-se os abcessos!
A dieta é a Sagrada Escritura, que nos é servida de modos diversos, ensinada segundo a diversa capacidade dos ouvintes. Ora, é servida aos ouvintes ou leitores pela história, ora pela alegoria, ora pela tropologia, ora pela anagogia; ora também, pela autoridade do Velho testamento, ora revelação do Novo; ora envolta pelo véu do mistério, ora pura, nua e aberta. Por tais modos e por muitos outros nos é servido este alimento espiritual, para que por ele sejamos confortados em nossa enfermidade e reconduzidos à saúde. A Escritura é dita corretamente ser dieta quando fazemos as coisas que nela lemos que devem ser feitas, e quando evitamos as coisas que nela lemos que dever ser evitadas. Seguimos deste modo os preceito alimentares dos médicos, comendo isto e evitando aquilo.
Os dispensadores são os sacerdotes, os quais, conferindo-nos os sacramentos, administram admiravelmente a graça proveniente da oculta distribuição do Sumo Dispensador. São servos do Sumo Médico, e segundo a sua vontade devem usar de seus frascos e remédios.
O lugar é este mundo ao qual, após o pecado, procedente do Paraíso, o homem foi transferido como que para uma enfermaria, para que pudesse aplicar-se à cura de sua enfermidade e receber a saúde. O tempo que Deus concedeu ao homem para que nele pudesse ser restituído à saúde é o século presente, dividido em três tempos, que são o tempo da lei natural, o tempo da lei escrita e o tempo da graça. O tempo da lei natural foi o de Adão até Moisés, o tempo da lei escrita foi o de Moisés até Cristo, e o tempo da graça foi o do nascimento de Cristo até o fim do mundo.
Deve-se notar também que este lugar em que o doenteé curado é áspero, o tempo é longo e o remédio é eficaz. O lugar é áspero para que o prevaricador se corrija, o tempo é longo para que aquele que há de curar-se não se preocupe, o remédio é eficaz para que o enfermo se cure. A saúde são as virtudes. Quando o homem se exercita nas virtudes, os vícios são expelidos e adquire-se a saúde. As virtudes expelem os vícios. A humildade expele a soberba, a caridade a inveja, a paz a ira, a alegria a acédia, a generosidade a avareza, a abstinência a gula, a castidade a luxúria. As virtudes, tomando o lugar dos vícios, são a cura das doenças. A alegria pela saúde  recuperada são as bem aventuranças. O homem se entristece quando se torna enfermo; alegra-se, porém, quando é curado. Assim também no século presente lamentamo-nos da enfermidade de nossa corrupção. Quando, porém, na ressurreição, nos elevamos à verdadeira saúde, haveremos de nos alegrar na eterna bem aventurança da saúde alcançada.
"Cura-me, Senhor, e serei curado; Salva-me, e serei salvo, porque tu és o meu louvor".
Cura-me da enfermidade, cura-me da perdição. Cura-me da culpa, cura-me da pena. Cura-me no tempo, salva-me na eternidade, porque tu és o meu louvor em ambos, que vives e reinas. Amém

HUGO DE SÃO VITOR

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

SÃO MALAQUIAS DA IRLANDA E SUAS "PROFECIAS"

São Malaquias (em irlandês antigo Malachy Máel Máedóc Ua Morgair; em irlandês moderno Maelmhaedhoc O’Morgan) nasceu em 1094, na Irlanda, em um período marcado por reformas e tensões internas na Igreja local. Ainda jovem, destacou-se pela vida austera, pela disciplina monástica e pela capacidade de restaurar a ordem eclesiástica em meio a conflitos. Tornou-se abade de Armagh e, posteriormente, arcebispo, desempenhando papel decisivo na reorganização espiritual e disciplinar da Igreja irlandesa.

Durante sua primeira viagem a Roma, em 1139, São Malaquias teria recebido uma série de visões que mais tarde seriam associadas às chamadas Profecias dos Papas. Embora a autenticidade e a origem dessas profecias tenham sido debatidas ao longo dos séculos, a tradição atribui a Malaquias a formulação de breves lemas latinos que descreveriam simbolicamente cada pontífice até o fim dos tempos. A Igreja nunca canonizou oficialmente essas profecias como revelação, mas também nunca as condenou, tratando-as como elemento da piedade popular e da história espiritual da Idade Média.

São Malaquias foi canonizado em 1199 pelo Papa Clemente III, tornando-se o primeiro santo irlandês oficialmente canonizado por um papa. Seu maior biógrafo foi São Bernardo de Claraval, que conviveu com ele e registrou diversos episódios de sua vida. Entre esses relatos, Bernardo afirma que Malaquias lhe revelou a data exata de sua morte: 2 de novembro de 1148, o que se cumpriu fielmente.

Além disso, São Malaquias teria profetizado que a Irlanda sofreria opressão por parte da Inglaterra, mas que, uma vez liberta, desempenharia papel importante na restauração da fé naquele país — uma visão que, séculos depois, muitos interpretariam à luz dos movimentos de evangelização irlandesa no mundo anglófono.

É nesse ponto que surge um dos temas mais debatidos ligados ao nome de São Malaquias: as chamadas ‘Profecias dos Papas’.

PROFETAS E “PROFETAS”: E AS PROFECIAS DE SÃO MALAQUIAS?

Ao longo da história da Igreja, sempre surgiram textos proféticos, visões e listas enigmáticas que, em momentos de crise ou expectativa, voltam a ocupar o imaginário popular. As chamadas “Profecias de São Malaquias” são um desses casos. Elas reaparecem com força especialmente em períodos de conclave, quando muitos procuram antecipar o nome do próximo Papa por meios extraordinários. Mas o que realmente podemos afirmar sobre esse documento?

Do ponto de vista da crítica histórica séria, as profecias atribuídas a São Malaquias não possuem autoridade. Embora o santo tenha vivido entre 1094 e 1148, nada — absolutamente nada — nos séculos XII, XIII, XIV ou XV menciona qualquer lista profética de papas. O silêncio é total.

A primeira aparição conhecida dessas supostas profecias ocorre apenas em 1595, quando o monge beneditino Arnold de Wyon as publica em sua obra Lignum Vitae. Pesquisas posteriores indicam que o texto provavelmente foi composto poucos anos antes, por volta de 1590, durante o conclave que escolheria o sucessor do Papa Urbano VII.

Naquele conclave, um dos cardeais mais cotados era Girolamo Simoncelli, natural de Orvieto. Seus apoiadores teriam forjado uma lista “profética” de 111 papas, na qual o pontífice seguinte a Urbano VII aparecia sob o lema “De antiquitate urbis” — expressão que poderia ser interpretada como referência à cidade de Orvieto (Urbs Vetus, “cidade antiga”). A intenção era clara: influenciar a eleição.

A tentativa, porém, fracassou. O eleito foi o cardeal Niccolò Sfondrati, que tomou o nome de Gregório XIV. A fraude, portanto, não apenas não atingiu seu objetivo, como deixou rastros suficientes para que historiadores identificassem sua origem humana e tardia.

Esses dados são mais do que suficientes para dissipar qualquer dúvida sobre a falta de autenticidade das chamadas “profecias de São Malaquias”.

Ainda assim, o documento volta e meia retorna ao debate público. Durante o conclave de 1978, por exemplo, a imprensa secular o explorou intensamente, tentando prever o nome do futuro Papa com base nos lemas latinos. Como sempre, as previsões falharam — lembrando ao mundo que a Igreja não é guiada por cálculos humanos, mas pela ação do Espírito Santo.

Além disso, algumas interpretações populares chegaram a sugerir que as profecias indicariam o fim do mundo por volta do ano 2000, o que naturalmente não se cumpriu. Por isso, antes de analisar o conteúdo desses lemas, é necessário compreender como e por que esse documento surgiu, e qual é o seu verdadeiro peso diante da tradição e do magistério da Igreja.

O CONTEÚDO E A AVALIAÇÃO DAS CHAMADAS “PROFECIAS DE SÃO MALAQUIAS”

A figura de São Malaquias de Armagh — não confundir com o profeta bíblico de mesmo nome — sempre despertou interesse pela sua vida austera, sua obra reformadora e sua profunda espiritualidade.

É a esse santo que, séculos mais tarde, se atribuiu a chamada “Profecia dos Papas”, um conjunto de 111 breves lemas latinos que supostamente descreveriam simbolicamente cada pontífice desde Celestino II (1143–1144) até um último Papa denominado Petrus Romanus, sob cujo pontificado ocorreria o fim do mundo. A tradição popular afirma que Malaquias teria recebido essas visões durante sua viagem a Roma em 1139.

Contudo, apesar dessa atribuição medieval, o documento não aparece em nenhuma fonte dos séculos XII, XIII, XIV ou XV. Ele surge pela primeira vez apenas em 1595, quando o monge beneditino Arnold de Wyon o publica em sua obra Lignum Vitae. Essa ausência total de referências anteriores já levanta sérias dúvidas sobre sua autenticidade.

Ao publicar o texto, Wyon incluiu também um comentário do dominicano espanhol Alonso Ciacconio, que aplicou os lemas aos papas desde Celestino II até Urbano VII (falecido em 1590). De fato, muitos desses lemas parecem ajustar-se de modo engenhoso — às vezes até convincente — aos pontífices desse período, mencionando brasões, cargos anteriores, cidades de origem ou características pessoais.

Alguns exemplos frequentemente citados:

  • Avis Ostiensis (“Ave de Óstia”) — aplicado a Gregório IX, cardeal-bispo de Óstia, cujo brasão trazia uma águia.

  • De parvo homine (“Do pequeno homem”) — associado a Pio III, da família Piccolomini (“pequeno homem”).

  • Jerusalem Campaniae (“Jerusalém da Campanha”) — referente a Urbano IV, natural da região da Campanha e antigo Patriarca de Jerusalém.

Essas coincidências, porém, só se verificam até 1590. A partir daí, os lemas tornam-se vagos, genéricos e aplicáveis a praticamente qualquer pontífice: Vir Religiosus (“Varão religioso”), Ignis ardens (“Fogo ardente”), Fides intrepida (“Fé intrépida”). Essa mudança brusca de estilo é um dos indícios mais fortes de que o documento foi composto no final do século XVI, e não no século XII.

Diversos estudiosos apontam que a provável origem da lista está no conclave de 1590, quando um dos candidatos mais cotados era o cardeal Girolamo Simoncelli, natural de Orvieto. Seus apoiadores teriam forjado uma lista “profética” para favorecer sua eleição, incluindo o lema “De antiquitate urbis” (“Da antiguidade da cidade”), facilmente interpretável como referência a Orvieto (Urbs Vetus). A tentativa, porém, fracassou: o eleito foi o cardeal Niccolò Sfondrati, que tomou o nome de Gregório XIV.

Além do argumento histórico, há outros problemas sérios:

  • A lista inclui antipapas, algo incompatível com qualquer inspiração divina.

  • A profecia parece insinuar a data do fim do mundo, contrariando explicitamente o ensinamento de Cristo (Mc 13,32; At 1,7).

  • Muitas interpretações posteriores baseiam-se em coincidências superficiais, jogos de palavras ou associações arbitrárias.

  • A ausência total de referências durante 450 anos é praticamente impossível de conciliar com a autenticidade medieval do texto.

O primeiro grande estudioso a desmontar a suposta profecia foi o jesuíta Pe. Claude-François Ménestrier, em 1689, demonstrando que o documento não resiste à crítica histórica e teológica. Desde então, a posição dos especialistas permanece a mesma: trata-se de uma falsificação tardia, provavelmente motivada por interesses eleitorais no conclave de 1590.

Apesar disso, a lista volta e meia reaparece em momentos de conclave ou de agitação mundial, alimentando especulações sobre o “último Papa” ou sobre o fim dos tempos. No entanto, tais conjecturas carecem de fundamento e desviam o olhar do essencial: a Igreja não é guiada por cálculos humanos, mas pela ação do Espírito Santo, e o futuro não se lê em enigmas, mas na fidelidade ao Evangelho.

Diante de tudo isso, a conclusão é clara: as chamadas “Profecias de São Malaquias” não possuem valor histórico, teológico ou profético. Podem ser estudadas como curiosidade literária do século XVI, mas não como instrumento de interpretação da história da Igreja ou dos tempos finais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

SANTA VERÔNICA GIULIANI

Santa Verônica Giuliani: quando Deus escreve a Paixão no corpo de uma mulher

Santa Verônica Giuliani (1660–1727) é uma das figuras mais impressionantes da mística cristã. Sua vida une profundidade espiritual, fenômenos extraordinários e uma humanidade forte, concreta e surpreendentemente equilibrada. Ela é uma santa que não se lê — se contempla.

A seguir, sua história completa, desde o nascimento até a morte, com os detalhes que tornam sua trajetória uma das mais ricas da Igreja.

Infância: uma alma marcada desde o berço

Úrsula Giuliani nasceu em 27 de dezembro de 1660, em Mercatello sul Metauro, na Itália. Era a caçula de sete irmãs, e cinco delas se tornariam religiosas. Sua mãe, Benedetta Mancini, era profundamente piedosa e, antes de morrer, consagrou cada filha às cinco chagas de Cristo. Úrsula foi consagrada ao Costado de Jesus — algo que, décadas depois, se revelaria profético.

Desde pequena, demonstrava:

  • compaixão pelos pobres

  • sensibilidade espiritual incomum

  • temperamento forte e decidido

  • amor ardente pela Paixão de Cristo

Aos três anos, repreendia quem falava mal de Deus. Aos cinco, fazia pequenas penitências escondidas. Aos sete, já tinha visões interiores de Cristo.

Mas era também uma criança viva, intensa, às vezes teimosa — e isso a tornava profundamente humana.

Juventude: o chamado que amadurece

Na adolescência, Úrsula cresceu em beleza, inteligência e firmeza de caráter. Recebia propostas de casamento, mas seu coração já pertencia a Cristo.

Aos 17 anos, após insistência e discernimento, entrou no mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Città di Castello. Ali recebeu o nome que marcaria sua missão: Verônica, “a verdadeira imagem”.

Vida religiosa: obediência, trabalho e fogo interior

No convento, Verônica viveu:

  • humildade profunda

  • obediência absoluta

  • trabalho incansável

  • vida de oração intensa

  • penitências moderadas, mas constantes

  • caridade firme e maternal

Era conhecida por sua alegria, senso de humor e capacidade de animar as irmãs. Ao mesmo tempo, era exigente consigo mesma e buscava sempre a vontade de Deus.

Foi cozinheira, enfermeira, sacristã, mestra de noviças e, mais tarde, abadessa por mais de 30 anos.

A explosão mística: quando Deus toma o corpo

A partir dos 30 anos, sua vida espiritual entrou numa fase extraordinária. Por obediência, ela escreveu um diário com mais de 22 mil páginas, um dos maiores documentos místicos da Igreja.

A Coroa de Espinhos (1694)

Durante uma visão, Cristo colocou sobre ela uma coroa de espinhos. No mesmo instante, surgiram marcas profundas em sua cabeça, acompanhadas de sangramentos frequentes.

As irmãs testemunharam:

  • inchaços visíveis

  • espinhos “aparecendo” sob a pele

  • sangue escorrendo durante a oração

  • dores diárias e intensas

Esse fenômeno durou 33 anos, até sua morte.

Os Estigmas (1697)

Três anos depois, Verônica recebeu os estigmas das mãos, dos pés e do lado. As chagas:

  • abriam e fechavam

  • sangravam em dias específicos

  • aumentavam na Quaresma

  • desapareciam externamente quando ela obedecia aos superiores

A dor, porém, permanecia.

A Transverberação do Coração (1716)

Em um êxtase profundo, ela sentiu como se uma lança atravessasse seu peito. Após sua morte, médicos examinaram seu coração e encontraram:

  • marcas internas em forma de cruz

  • símbolos da Paixão gravados na carne

  • a palavra AMOR impressa

  • a inscrição IHS (nome de Jesus)

Esse é um dos fenômenos místicos mais bem documentados da história da Igreja.

Participação física na Paixão

Durante a Semana Santa, especialmente na Quinta e Sexta-feira, seu corpo:

  • sangrava espontaneamente

  • perdia as forças

  • revivia dores semelhantes às de Cristo

  • assumia posições da crucifixão

  • entrava em êxtases prolongados

As irmãs precisavam segurá-la para que não caísse.

O “cálice amargo”

Em vários momentos, ela relatou:

  • gosto de vinagre na boca

  • sede intensa

  • sensação de sufocamento

  • peso nos ombros

Tudo isso acompanhado de profunda união interior com Cristo.

O perfume sobrenatural

Mesmo com chagas abertas, seu corpo exalava um perfume suave, descrito como:

  • rosas

  • lírios

  • mirra

Fenômeno conhecido como odor de santidade.

Governo e sabedoria: a mística que sabia administrar

Apesar dos fenômenos extraordinários, Verônica era extremamente prática. Como abadessa, era:

  • firme

  • equilibrada

  • prudente

  • carinhosa

  • exigente na caridade

  • sábia na disciplina

Ela conciliava:

  • mística profunda

  • vida comunitária concreta

  • obediência absoluta

  • discernimento maduro

Foi investigada pela Igreja durante anos — e sempre respondeu com humildade e silêncio.

Últimos anos e morte

Nos últimos anos, seu corpo estava consumido pelas dores. Mesmo assim, continuava governando o mosteiro com lucidez e amor.

Morreu em 9 de julho de 1727, aos 67 anos, pronunciando o nome de Jesus.

Após sua morte:

  • seu corpo exalava perfume intenso

  • o coração revelou os sinais da transverberação

  • multidões começaram a visitar seu túmulo

Foi canonizada em 1839.

Por que conhecer Santa Verônica hoje?

Porque ela é:

  • um testemunho da força da graça

  • um sinal de que Deus age na carne humana

  • uma prova de que a santidade é concreta

  • um convite à profundidade

  • um chamado à conversão real

  • um lembrete de que o amor de Cristo é vivo e exigente

Ela é uma santa que desperta, provoca, purifica, inflama.

E talvez seja exatamente isso que o mundo — e a Igreja — precisam agora.


Santa Verônica Giuliani, rogai por nós

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Mais uma pregação da época da pandemia, quando tudo estava fechado... Mas o coração de Deus estava aberto para o seu povo que O busca!



quinta-feira, 23 de outubro de 2025

"ORAÇÃO - FORÇA PARA A CAMINHADA"

Você já sentiu que a caminhada espiritual está pesada? Que o desânimo, a tristeza ou o torpor espiritual tentam te paralisar? Nesta pregação profunda e ungida, somos conduzidos ao coração da agonia de Jesus no Getsêmani — onde a oração se revela como força, intimidade e resposta ao sofrimento. 📖 A partir de Lucas 22 e Mateus 26, mergulhamos na oração de Jesus, no costume de orar, na força que vem do Espírito Santo. 💡 Descubra por que a oração não é apenas um hábito, mas uma arma espiritual. 🔥 Receba o chamado para transformar sua vida de oração — mesmo quando não há vontade, mesmo quando tudo parece escuro. “Se a oração foi força para Jesus na agonia, ela será força para nós na caminhada.” 🎧 Assista com o coração aberto. Esta palavra é para quem está cansado, para quem quer voltar, para quem deseja intimidade com Deus.


sábado, 8 de fevereiro de 2025

“Pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança" (Rm 15,13b) - Direcionamento RCC Brasil 2025


Paz e fogo, irmãos! Que alegria poder voltar a escrever aqui no blog! Agradeço a a todos que continuam a desfrutar do conteúdo para a evangelização e crescimento espiritual. CONTINUEM!!!! DIVULGUEM!!! TESTEMUNHEM!!!!

Bem, vamos ao que interessa, irmãos.

O Conselho Nacional  da RCC reuniu-se em Setembro/2024 e no dia 28 do mesmo, discerniu a Palavra Norteadora para o ano de 2025:

“Pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança" (Romanos 15,13b)

Sabemos que a escolha deste direcionamento é permeada por intensa oração e escuta profética, o que ocasionou em uma escolha unânime dos membros do Conselho Nacional reunidos desde 25/09/2024, em Aparecida (SP).

A Palavra Norteadora foi anunciada por Daiana Rebhein, coordenadora da Comissão de Formação da RCCBRASIL, que explicou que a escolha teve como inspiração o Ano jubilar – "Peregrinos de Esperança", instituído pelo Papa Francisco, e que será vivido por toda a Igreja em 2025, além do verbo Anunciar, o último do triênio 2023/2025; completando, a mesma irmã falou sobre receber e viver essa Palavra Norteadora com alegria. “Transbordar essa esperança, que na verdade, significa anunciar a Boa Nova, anunciar a Cristo, levando o genuíno batismo no Espírito Santo”. (Cf. 
Conselho Nacional da RCCBRASIL define Palavra Norteadora para 2025 - RCCBRASIL)

Vamos ver tudo isso no decorrer deste artigo. 

Gostaria de começar a partir do versículo em questão, onde a segunda parte do mesmo é o que direcionará este ano de 2025:

"O Deus da esperança vos cumule de alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança pela força do Espírito Santo." (Tradução Do Peregrino)

Amados irmãos, Deus tem caprichado em Seus direcionamentos nos últimos anos. Fazendo memória para tentarmos entender esse propósito de Deus para a RCC neste 2025, vamos ver o que Deus direcionou desde 2019:

2019 - "O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Romanos 5, 5). Levando-nos a retomar os sinais do Batismo no Espírito Santo até desembocar no "amar como Jesus amou"

2020 - “Transformai-vos pela renovação do vosso espírito” (Romanos 12,2). Fomos levados a tomar a decisão pela busca da santidade, mediante o Batismo no Espírito Santo

2021 - “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força e sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Deus nos levou a redescobrirmos a experiência do Batismo no Espírito Santo, suas consequências e ver brotar a coragem do testemunho

2022 - “Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro, louvor, honra, glória e poder" (Apocalipse 5,13). Devolvendo a centralidade e o Senhorio de Jesus no trono de nossas vidas - propagando a identidade da RCC para que o mundo seja Batizado no Espírito Santo

2023 - "Desperta tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará" (EFÉSIOS 5, 14b). Despertar da sonolência indolente e levantar-se da condição de mortos, resgatando a identidade da RCC para que o mundo seja Batizado no Espírito Santo

2024 - "A paz esteja convosco! Como o Pai ne enviou, assim também eu vos envio a vós" (João 20, 21). Deus nos levou a assumir o envio do próprio Jesus a cada um de nós e propagar a identidade do movimento.

Amados (as), em 2025, Deus quer nos levar ao anúncio, conforme o plano de ação revelado ao nosso presidente do Conselho Nacional da RCC, Vinícius Simões, há anos atrás e - como foi dito no ENF 2025 em Aparecida - tornou-se o "ENF (DIRECIONAMENTO!) do anúncio".

A lógica é bem simples: No dicionário Priberam, o verbo "transbordar" significa: 

1 - Sair ou fazer sair fora das bordas, das margens.

2 - Manifestar(-se) impetuosamente; não poder conter-se.

3 - Espalhar-se em várias direções; derramar-se.

4 - Estar repleto, ter em demasia.

Os significados 2 e 4 são figurados ou não demonstram de forma literal o ato do verbo. Os significados 1 e 3 são os que realmente apontam na direção correta do verbo em seu real sentido - que nos interessa.

Sair fora das bordas ou das margens, espalhar em várias direções ou mesmo derramar, podem abrir as cortinas da compreensão deste direcionamento.

Quando colocamos água ou algum líquido em algum recipiente, ao preencher todo o espaço do mesmo, o líquido, não tendo para onde ir, TRANSBORDA, SAI FORA DAS BORDAS DO RECIPIENTE, DAS MARGENS DELIMITADORAS DO MESMO, ESPALHA-SE PARA VÁRIAS DIREÇÕES ONDE A QUEDA DO TERRENO OU LOCAL DIRECIONA, SE DERRAMA PARA FORA!

A lógica: Só quem estiver cheio transbordará de esperança no anúncio desta esperança, como PEREGRINOS DA ESPERANÇA!

Vamos detalhar isso, pois esse direcionamento é tremendo!

Na tradução da Bíblia da Ave Maria, o mesmo versículo vem com alguns detalhes interessantes. Vejam:

"O Deus da esperança vos ENCHA de TODA A ALEGRIA e de TODA APAZ NA vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança."

Fiz questão de frisar os detalhes que não estão na Peregrino. 

Cumular e encher são verbos bem distintos. Cumular (Tradução do Peregrino) é um verbo que significa juntar ou reunir algo, enquanto encher é um verbo que significa tornar algo cheio.

"O DEUS DA ESPERANÇA..." - Portanto, fonte desta esperança.

E o que vem a ser essa tal de esperança, que vai ser falada até dizer chega nas pregações?

A esperança é um tema presente na Bíblia, que pode ajudar a encarar a vida de forma positiva e a ter alegria. A Bíblia diz que Deus é nossa esperança e quer assegurar o futuro dos seus seguidores na eternidade com Ele!
.
Segundo o dicionário Priberam, Esperança é:

1. Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há de realizar ou suceder.

2. Esperam, expectativa.

3. Coisa que se espera.

4. Confiança.

5. [Religião] Uma das virtudes teologais.

Se Deus é nossa esperança, então esta "virtude teologal" precisará ser exercitada em 2 níveis, no mínimo: Esperança em Deus (Experiência de fé) e esperança anunciada (prática).
 
Como essa esperança foi, é ou será apresentada a quem já perdeu sua esperança? 

E se Deus é nossa esperança, perdeu-se a Deus junto com essa disposição do espírito humano em algo que (ou Alguém) que se há de manifestar, realizar! Perdeu-se a capacidade de esperar, ter expectativa em Deus ou no céu! A confiança em Deus foi perdida!

"...VOS CUMULE/VOS ENCHA DE TODA A ALEGRIA..." - Há algo dado por esse Deus da Esperança! ALEGRIA!

Em nosso tempo, parece que isso vem sendo meio deturpado, sendo confundido com a EUFORIA. Essa alegria em Deus e dada por Ele, é PLENA, COMPLETA. (Cf. João 15, 11)

Paulo fala de uma alegria que não passa, mas amadurece e cresce num coração que crê e se aproxima de Deus.

Portanto, Paulo deseja que Deus, fonte da esperança, CUMULE, ENCHA, - acumule/torne cheio -  não só de alegria, mas de TODA A ALEGRIA que só pode provir Dele! De Deus!

"... E DE TODA A PAZ..." - Não uma tranquilidade anestésica de momento, mas TODA A PAZ que só pode vir de Jesus! Lembram-se do direcionamento do ano passado? Para chegar no envio, Jesus desejou a paz para os Apóstolos por 2 vezes, depois soprou o Espírito Santo sobre eles e os enviou. (Cf. João 20, 19-21)

Deus, quando nos dá algo, não nos dá fracionado, mas TOTALMENTE!

Paulo enfatiza que é TODA a paz. Não é uma porção, mas TODA!

Deus, quando nos chama a algo, ou quando O experimentamos, nos dá todo o necessário para um "algo a mais". 

No caso dos Romanos e no nosso, pois somos direcionados com os Romanos este ano, tem um "para quê".

"... PARA QUE TRANSBORDEIS DE ESPERANÇA PELA VIRTUDE/FORÇA DO ESPÍRITO SANTO." - Para transbordar de esperança, mas não de qualquer jeito ou como queremos, mas pela virtude ou força do Espírito Santo.

Se formos na ótica da força do Espírito Santo, como sugere a tradução do Peregrino, sabemos que esta força é transformadora quando experienciada e experimentada. Basta olhar para os Apóstolos depois de Pentecostes. (Cf. Atos 2, 42 ss)

Agora vamos na direção dada por Deus, "pela virtude do Espírito Santo". E qual virtude é essa?

Fiquei pensando nisso desde que tomei conhecimento do direcionamento deste ano. O que vem a ser essa virtude?

O dicionário nos diz, de uma forma muito objetiva e simplória que virtude é uma forma particular da disposição para fazer o bem ou qualidade/atributo que está de acordo com a moral, a religião, a lei etc..

Ora, como atribuir isso ao Espírito Santo?

Se a virtude é algo que se manifesta no indivíduo através de suas ações, portanto, para o lado de fora, então podemos considerar que AS VIRTUDES do Espírito Santo são seus frutos, conforme Gálatas 5, 22-23.

Porém, ao reler essa passagem de Gálatas, percebi algo que até então, havia passado despercebido de mim, mesmo já tendo pregado tantas vezes esta passagem. No versículo 19, Paulo fala DAS OBRAS DA CARNE. No plural OBRAS.

Quando fala dos frutos do Espírito Santo, como chamamos, Paulo diz no Versículo 22, O FRUTO DO ESPÍRITO. No singular, assim como Paulo diz aos Romanos PELA VIRTUDE, no singular também.

Podemos concluir que a virtude do Espírito Santo a qual Paulo se refere sejam todos os 9 frutos.

Quando fui pesquisar sobre a virtude do Espírito Santo no Google, a I. A. me deu como
resultado, exatamente os frutos do Espírito Santo como na imagem.ao lado.
Claro que isso não determina nada, irmãos!

Porém, em todos os outros resultados dados pelo Google, davam algum ou alguns frutos do Espírito Santo enquanto virtudes do mesmo. 

O Espírito Santo, sendo Deus, é uma fonte de esperança, e a virtude do Espírito Santo pode ser considerada, então, como um padrão de conduta e pensamento baseado em valores morais elevados. Além disso, São Paulo também ensina que o Fruto do Espírito é a expressão do caráter de Deus em nós, por isso que esse transbordar de esperança não pode ser de qualquer jeito, mas pela virtude do Espírito!

A esperança a ser anunciada tem que ser transbordada nesse anúncio de TODA a alegria e TODA a paz que vem de Deus e somente Dele! Por isso sairá com tanto poder de nós que alcançará quem nos ouvir ou estiver perto de nós, visto que o transbordamento alcança quem estiver nas proximidades da fonte transbordante.

Agora, o que mais me chamou a atenção, é que Paulo não chegou sequer a pisar o pé na comunidade de Roma, destinatária da carta. Foi martirizado antes! Portanto, a presente, é uma carta de apresentação, levada, inclusive, por uma tal Febe (Cf. Romanos 16, 1), chamada de "diaconisa" ou serva de Deus, da Cencréia, subúrbio da cidade de Corinto. (Donde provavelmente pegou a carta com Paulo)

Ah, meu Deus do céu! Que fascinante é perceber a voz de Deus a nos direcionar! 

Se Jesus é o "Logos" do Pai, é a Palavra a ser anunciada (Querigma), portanto, Ele (Jesus) é a nossa esperança maior, pois nos traz salvação, redenção, portanto, a esperança em Cristo Jesus é preciso ser vivida e proclamada nesse transbordamento. Se somos "Peregrinos da Esperança", essa ESPERANÇA tem nome: JESUS CRISTO! Peregrinos de Jesus que anunciam a esperança em Jesus, pois Ele é nossa esperança!

Este Jesus é o Batizador no Espírito Santo, que faz nascer esta esperança para que a vontade do Pai seja vivida, testemunhada e proclamada de forma plena. Isso foi trabalhado de forma muito taxativa pela irmã Kathia Arango, presidente do CONCCLAT, que ainda frisou as palavras do Papa Francisco dirigida aos carismáticos: “A RCC precisa gritar ao mundo que há poder no Espírito Santo e que Ele traz vida e esperança”.

Esse grito precisa voltar aos carismáticos com verdade, cheios de TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que Paulo deseja aos Romanos. Este Jesus que é nossa esperança, desejou a unidade da Igreja a partir do movimento que nos faz igreja na Igreja. Um desafio! Onde acabamos por ver cada dia mais divisões, rivalidades, competições (ridículas) entre grupos e servos destes, a começar pelo próprio movimento, onde a salvação das almas acaba ficando em segundo, terceiro, quarto plano para ficar "floreando"  uma felicidade ou um tempo bom onde não existe.... Famílias sendo destruídas cada vez mais e de forma violenta todos os dias, vocações escassas, juventude alienada e cada um defendendo "seu peixe" em seus grupinhos isolados se dizendo "servos". Fazem campanhas e mais campanhas, eventos e mais eventos para "encher grupos" e esquecem da salvação das almas! Chamam pregador "A", "B" ou "C" por ser "midiático" ou "famoso" para "encher grupo" e esquecem que as famílias ao derredor de seu grupo de oração está sendo destruída por um adultério, por um abuso infantil, por perda de sentido do casal, por rebeldia de filhos e desequilíbrio na educação deles, divergência de esposos e por aí vai, desencadeando ainda mais rebeldia nos jovens e falta de vocações, pois os pais estão tão empenhados em "correr atrás" das contas e responsabilidades, prestações de carro e casa, no "bem estar" dos filhos para dar uma "vida digna" a eles e cadê os tais "servos" do grupos de oração da RCC, anunciadora da salvação em Jesus!?? CADÊ!

Muitos estão, às vezes brigando por causas inúteis, querendo fazer até "panelaços", por causas "válidas" (será?), esquecendo da salvação das almas, cansadas de ver isso no mundo secular e entrando na Igreja através do movimento. Tem muita gente linge da Igreja ainda.... Longe de Jesus. Como disse a pregadora supra citada: “Se Jesus é a nossa esperança, precisamos ser discípulos missionários”, citando a Evangelii Gaudium do Papa Francisco.

Discípulos - Que seguem o seu Mestre
Missionários - Que saem para anunciar o que aprendem do Mestre a todos.

Jesus é a nossa esperança que seguimos por ser fonte da própria esperança e o anunciado por ser a nossa esperança!

Agora, se esta esperança experimentada, tocada e testemunhada é latente dentro de nós pela força do Espírito Santo que nos foi dado, não há engano. Deus, neste direcionamento retornou a 2019, onde nos deu Romanos (de novo!) 5, 5 como direcionamento daquele ano. Detalhe é que Deus insistiu na mesma moção de 2019: Batismo no Espírito Santo como eixo central da identidade da RCC, suas consequências maiores: Nos levam à unidade e ao louvor.

É, irmãos.... Parece que temos Deus, outro ano, cobrando a unidade que tanto pregamos! A esperança não engana! O amor de Deus derramado em nós, traz o agir Dele a moldar-nos. Isso frisou o irmão Jocimar Cruz, presidente do Conselho Estadual da RCC/MT no ENF 2025.

Se tem uma coisa que me deixa incomodado dentro do movimento, irmãos, é a banalização da experiência do Batismo no Espírito Santo. Não é geral, mas em muitos lugares estão tornando essa maravilhosa experiência em um momento de emocionalismo ou sensacionalismo barato. Deus não precisa disso. Nem o movimento. 

Uma experiência capaz de transformar uma vida inteira, estão tornando-a num momento somente que nem perdura!!!! Por isso, em muitos lugares os grupos de oração perderam completamente a identidade e POR ISSO, Deus, que ama esse movimento, pois é o Fundador por excelência, insiste na identidade a ser retomada. Não é legalismo. É coerência! É sensatez! Foi essa identidade que ergueu e tornou o movimento o que é hoje! Foi e é nele que as Novas Comunidades descobriram sua razão de existirem e serem o que são hoje com seus próprios estatutos e identidade! É como se muitos quisessem um movimento dentro do movimento.... Triste, mas realidade que fere e quebra a unidade. Coordenadores que discordam e pretendem discernir o que já foi discernido, FERINDO A UNIDADE. Questionados, apelam. Se colocados contra a parede, se fazem de vítimas saudosistas de tempos onde não se tinha a maturidade e tamanho de hoje.... Quanto mais se cresce em Deus, mais responsabilidades se tem diante Dele e do movimento. Muitos "dinossauros" (como muitos destes se entitulam), alegam um esfriamento do movimento, mas, - engraçado! - não vejo eles em encontros promovidos pelo movimento e quando "passam" por estes encontros é para especular, sondar as coisas, mas não para participar e dar de si para fazer o movimento crescer e amadurecer em sua realidade local, cooperar com seu testemunho de obediência, tão escasso nesse tempo... Enfim, FEREM A UNIDDE e a esperança não engana! O amor que Deus derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado quer ser experienciado e experimentado por nós e a partir desta experiência, ser anunciado, transbordado a muitos que estão distantes da graça de Deus... Ao invés de perdermos tempo com picuinhas entre servos dos grupos de oração, deixemos que esse amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado, nos leve a proporcionar o atrativo de Deus aos participantes que estão distantes da graça: BATISMO NO ESPÍRITO SANTO.

E olhem bem, irmãos! Há anos que Deus vem insistindo na santidade dos membros do movimento! Desta vez, através de Santa Teresinha do Menino Jesus, com seu poema dedicado à Sagrada Face, da qual era devota.

Somos todos chamados à santidade enquanto batizados. (Cf. §1533 do Catecismo)

Somos testemunhas da esperança de Cristo a esse mundo nesse tempo de desesperança, negativismo, hedonismo, indiferença religiosa, relativismo religioso, etc.... A lista é grande. Mas a certeza que Deus nos dá neste ano é que fomos esperados. Deus esperou pela nossa vida de testemunho, pelos nossos frutos de santidade que podemos dar nesse tempo da história!

Deus pontuou através da pregadora Maria Beatriz que, Jesus sendo a verdadeira esperança nossa, sendo Aquele que nos resgatou, o fez para uma vida cheia de sentido. E como isso é comprovado senão pelo testemunho de santidade que emana daqueles que buscam a mesma? Esse testemunho, pelo curso natural da graça em nós, quando não colocamos empecilhos ou desvios nela, torna-se uma resposta ao amor de Deus, que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado!!!! Não é algo imposto ou pesado como um fardo, mas prazeroso, cheio de TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que Deus dá por Sua graça! Acabamos por transbordar como um grito o trecho do poema de Santa Teresinha: "FAR-ME-EI SANTO, SÊ-LO-EI DEPRESSA!"

Temos o desejo latente de refletir a presença de Cristo em nós! Isso é movido pela gratidão que vira resposta através de atos que testemunhem (transbordem) essa presença da esperança, que é Jesus! 

O Espírito Santo é o santificador de nossas almas e com Ele e Nele, podemos alcançar e testemunhar a santidade que Deus espera e torna disponível para nós. Deus nos chama a sermos TOMADOS desta esperança e então apressarmo-nos nesta busca pela santidade.

Essa santidade buscada de forma fiel e com retidão, nos leva a uma intimidade com Deus tamanha, que é impossível (espiritualmente falando), que não se transborde um anúncio de esperança que demonstre tal proximidade com Deus.

Portanto, irmãos, a esperança é uma atitude de expectativa e quem a tem "...aguarda a mão de Deus agir.", como frisou o Vinícius Simões, presidente do Conselho Nacional da RCC Brasil, nesse tempo, já encerrando, inclusive, seu mandato este ano, deixando esse legado do anúncio a ser continuado. Mas anúncio mesmo! Não um sermão catastrófico apocalíptico! E aqui, para bom entendedor, pingo no "i" é letra! Não é deixar a denúncia do erro em troca de aplausos e aceitação, mas anunciar com esperança que existe um antídoto àquilo que que se denuncia! 

Deus é poderoso para fazer, irmãos! Não precisaria de nós, mas quis precisar! Para isso, infundiu a virtude teologal da esperança para colocar-nos "...em movimento rumo a Ele." (Palavras do Papa Francisco em 11/12/2024)

Esta esperança a ser transbordada não é sentimento vago de algo! É atitude que trasborda de uma alma próxima a Jesus! Vai transbordar exatamente o que Jesus transbordou! Jesus curou e libertou as pessoas do seu tempo e continua a fazer o mesmo em nosso tempo. A diferença é exatamente nas pessoas que Ele quis se utilizar! Precisando de corações solícitos, CHEIOS DE TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que somente Deus dá para transbordar a esperança que Ele infundiu já em nós! Não transbordou ainda? Então falta se deixar encher de TODA A PAZ E TODA A ALEGRIA, para que ao preencher, o transbordamento aconteça!

Que lógica espiritual maravilhosa!

A Igreja está necessitada dos católicos (as) apaixonados (as) por Jesus! Não de ditadores legalistas que esqueceram de fazer de todos o conhecimento doutrinal e teológico que adquiriram em sua busca e estudo (louváveis), tem que se transformar em anúncio, em profecia que gere esperança e não medo nas pessoas! Esperança e não raiva, ojeriza de Deus, da Igreja! A pessoa apaixonada por Jesus, sempre desejará trazer mais pessoas a Ele e não afastá-las Dele ou de Sua casa, a Igreja! Quem é íntimo de Jesus quer levar o que Ele trouxe a nós: Cura, libertação, perdão, reconciliação...

Será que não se precisa disso em nossa sociedade hoje? Será que os participantes de nossos grupos de oração não precisam de cura, libertação, perdão e reconciliação? Não está na hora de reacender a chama do primeiro amor em nossos grupos de oração para que a esperança transbordada gere estas experiências?

Será que os participantes de nossos grupos de oração não precisam de ter a esperança reconstruída em seu interior? Será que nosso testemunho transborda essa esperança? Como foi lembrado por Deus através do Vinícius Simões, "...quem tem um coração cheio de esperança, não consegue contê-la. Ela se torna visível em nossas atitudes e palavras."

Deus nos chama a extravasar nosso encontro com Ele, transformando essa experiência de encontro em anúncio ao mundo.... E esse anúncio traz esperança! Esse anúncio traz conversão aos corações! Esse anúncio abre as cortinas que ofuscam a visão daqueles que ficaram cegos espiritualmente e não enxergam a esperança!

"Sejamos uma liderança sadia para o nosso povo!" 

Essa exortação é impactante! Se não incomodar alguém, é porque não está com o coração aberto ou não entendeu nada ainda!

Todos nós precisamos ser curados, com certeza. É um caminho constante dentro da busca da maturidade espiritual e santidade que Deus tem chamado a RCC Brasil há um bom tempo.

Uma liderança sadia, vai zelar pela vida espiritual - que refletirá em tudo! - daqueles que estão sob seu pastoreio! Irá zelar pela aplicação de seminários de vida no Espírito, experiência de oração e introdução aos dons para que os participantes dos grupos de oração que administram em Deus, sejam batizados no Espírito Santo, experimentem essa esperança como um dia experimentamos! Se abram para iniciativas de evangelização aos jovens (Como faltam jovens em muitos grupos de oração!)!

Valorizemos as artes e música católica como meios de anunciar esta esperança com fé testemunhada! Liderança sadia leva seu povo para o crescimento espiritual e pastoral do movimento através de formação contínua, produzindo unidade...

Só gostaria de salientar que isso tem sido pedido há muito mais de 10 anos pelo próprio Deus a TODO O MOVIMENTO!

A esperança anunciada gera testemunho transbordante e fiel em nós.

Aliás, teve alguma pessoa que viveu isso de forma tão fiel e à risca como Maria?

Maria Santíssima é um poço de virtudes, onde Deus caprichou e deixou-nos como referência a ser seguida. Neste ENF do Anúncio, Deus deixou claro que, se queremos transbordar a esperança que é Cristo, pela virtude do Espírito Santo (que fecundou Maria), é preciso lançar um olhar a ela como Testemunha mais elevada da esperança - que é Cristo.

Alguém conheceu melhor a Jesus que ela? Alguém esteve mais próximo a Jesus do que ela? Alguém amou mais a Jesus que ela nessa terra?

Junto à cruz de Jesus (Cf. João 19, 25-27), vemos o Apóstolo testemunhando a presença de Maria, em pé.... Sofrendo sim, com uma espada a transpassar a alma de ver seu filho daquele jeito, mas sendo recebida na casa de João evangelista, com certeza, teve de consolar e encorajar aqueles homens e mulheres que seguiram Seu Divino Filho e agora sentiam falta Dele! Haviam se esquecido da promessa do Mestre que ressuscitaria ao terceiro dia, e ela, como aquela que creu (Cf. Lucas 1, 45), jamais deixou de crer nisso, pois era - e é! - íntima de Deus. E ela esteve PRESENTE nos momentos mais cruciais na história de nossa redenção (Anunciação, Paixão, Pentecostes), sem contar que Maria tem estado presente através de suas aparições, consolando e encorajando o povo de Deus à fidelidade, como foi lembrado por Deus através de Dom José Aparecido, no ENF do anúncio.

Ela é Mãe da esperança (Jesus) e consolo, pois em cada aparição sua, - reconhecidas e aprovadas pela Igreja - ela se mostra dando esperança e consolo e exortando ao acerto. Tornando-se então, o maior símbolo de esperança e consolo ao povo de Deus neste tempo tão difícil, e não há como negar que a aparição em Guadalupe a São Juan Diego é uma das mais - senão a maior - emblemáticas e pontuais de todas as aparições, em função de seus sinais extraordinários e descobertas dos mesmos no decorrer da história, e então chegamos na direção de Deus para este ano, com a frase dita por ela a São Juan Diego: "Não estou eu aqui, que sou tua mãe?".

Como não ver esperança e consolo a todo o povo de Deus na pessoa de São Juan Diego?

Maria está presente na vida e no coração da Igreja! A Igreja nos ensina isso através da devoção a esta mãe, dando-lhe a devida importância na história da nossa salvação em Jesus.

Ela transbordou e transborda a esperança pela virtude do Espírito Santo por excelência! Não esteve e está aqui, que é nossa mãe? É hora de tomar Maria como exemplo e imitá-la! Imitar suas virtudes e bebermos da fonte da coragem e perseverança que nos levará a transbordar esperança pela virtude do Espírito neste 2025. 

“De Maria, nunca falamos o bastante. Ela participa do mistério da redenção e é a rainha dos céus, sempre intercedendo por nós. Perseveremos, porque a Virgem Maria nos dá a força para ir até o fim.” - Disse D. José no ENF do anúncio. Seguremos na mão dessa mãe e aprendamos dela a alimentar a coragem e a perseverança, sendo dóceis e confiantes em Deus como ela foi e é. Viver esse direcionamento verdadeiramente, com certeza, imitaremos a Santa Mãe de Deus que fez esse transbordamento com maestria e continua a ensinar-nos como fazer isso!

Nesse ano da esperança, instituído pelo Papa Francisco, somos convocados a erguermo-nos, mesmo diante das mais terríveis adversidades que se apresentarem e olharmos para o alto! Olharmos para Jesus, no Santíssimo Sacramento do altar, como foi feito no último dia do ENF do anúncio. Ficar aos pés do Mestre, preenchendo-nos de TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que Ele quer nos dar e transbordar a esperança, pela virtude do Espírito Santo! 

Façamos a esperança prevalecer sobre todo desespero que se apoderou de nós em algum momento em função dos problemas que foram envolvendo-nos, situações que fizeram com que a preocupação tomasse o lugar de nossa confiança em Deus... 

E se existe algo que ficou bem claro da parte de Deus para nós neste direcionamento, é que "Esperança não é um sentimento passageiro".

Quase todas as pregações de direcionamento geral (feita no ginásio central) do evento, Deus falou isso pela boca dos pregadores. Não é sentimento. É VIRTUDE! Exala de quem a tem - E todos temos, mas precisamos transbordá-la.

E o irmão Klaus fez eco a este direcionamento na última pregação do ENF do anúncio. E se tem uma frase que resume bem a esperança a ser transbordada neste ano é que "Ela (a esperança) mostra que o nosso lugar está no céu...". Independente da circunstância, devemos ter esperança. "Lucio mas você não disse que temos ela já?".... Podem perguntar alguns. O problema é ela transbordar enquanto virtude, enquanto anúncio. Estamos num tempo em que qualquer situação vai tirando nosso foco, vamos caindo numa letargia espiritual até chegar ao ponto de um "suicídio espiritual", como foi dito. Tudo parece que faz com que muitos acabem por "frear" a espiritualidade. Contanto que, uma das primeiras atitudes abandonadas é a vida de oração, a participação no grupo de oração já dá sinais de inconstância até chegarmos no ponto do abandono aos Sacramentos.

Não é Jesus que se afasta de nós. Somos nós que afastamos Ele de nós e é aí que o barco da nossa vida corre riscos de virar. Entenda: O irmão disse categoricamente que "O nosso barco não vai virar porque Jesus está conosco. É Ele quem segura nossas vidas". Ótimo, correto, algo que "mantém a esperança" de alguns que estão caminhando firmemente. Anestésico espiritual, eu diria. Porém, NÓS é que viramos o barco com Jesus dentro!

Como? Com nosso desespero, falta de foco, abandono da vida de oração, Sacramentos, inconstância na vida em comunidade (Grupo de oração)... Ele é quem segura nossas vidas, mas nesses momentos, tiramos das mãos Dele para ficar "encerando" o problema, "dando lustro" nele. Idolatramos o problema e esquecemos que Jesus está no barco e NÓS VIRAMOS O BARCO DE NOSSA VIDA COM JESUS DENTRO DELE!

Não dá para mascarar essa realidade, irmãos! É isso que vemos acontecer. Eu presenciei e presencio isso. Luta-se para a pessoa retomar o foco, mas, essas pessoas não conseguem, estão sem forças, não reagem! Dão desculpas das mais diversas, como se fosse uma autodefesa automática da pessoa, que entra na via perigos de se obstinar nesse "suicídio espiritual". Deus nos deu 5 passos práticos para não cairmos nesse suicídio espiritual com esperança (assumida) e fé (exercitada):

1. Adentrar no coração de Jesus por meio de uma oração fecunda; (VIDA DE ORAÇÃO FIEL)

2. Nutrir-se da Palavra de Deus e de tudo que edifica a alma; (CONTATO MAIOR COM A PALAVRA)

3. Abra-se docilmente à ação do Espírito Santo. (PEDIR CONSTANTEMENTE E HUMILDADEMENTE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO SEM RESERVAS)

4. Valorizar a vida comunitária e o grupo de oração. (FIDELIDADE AO GRUPO DE ORAÇÃO SE ABRINDO À UNIDADE)

5. Lembrar que Cristo está presente em todos os momentos, até o fim. (FÉ E ATITUDE CONFIANTE)

“Fomos feitos para o céu, e nada além do céu deve ser o nosso objetivo.”
 A esperança nos faz enxergar isso, quando exercida, transbordada! É aí que devemos estabelecer a meta maior nesse direcionamento a ser seguido.

Deus é tão bondoso e detalhista que deu até os temas de retiros e eventos pontuais que, se bem entendidos, transbordarão a esperança em quem participar destes eventos!

– Tema geral para retiros de Carnaval: “Senhor, a quem iríamos nós?” (Jo 6, 68a) (Quem nos daria esperança senão Jesus?)

– Tema de Pentecostes: “E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram com intrepidez a Palavra de Deus” (At 4,31b) (Transbordaram a esperança que chegou até nós, em nossos dias!)

– Tema do Cenáculo com Maria “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28b) (A testemunha mais elevada da esperança é cheia da Graça de Deus e Ele está COM ELA)

A arte tema traz uma simbologia que reforça o propósito da RCCBRASIL para 2025:


1. Cruz e âncora:
No coração da arte, a cruz é retratada como âncora, representando a base da esperança e da fé cristã. É um símbolo da ressurreição e da promessa que Jesus oferece, destacando a cruz como fundamento de nossa fé e a


sustentação para a caminhada espiritual.(Aqui ressalto que na
arte do ano jubilar da esperança, a Cruz/âncora também está em evidência, à frente das pessoas. Confira na imagem abaixo
)

2. Formas em movimento: A arte integra um fluxo contínuo de formas que representam “Águas Vivas”, expandindo-se para além das margens. Esse elemento traduz a ideia do Espírito Santo como uma corrente que, ao se unir com a força humana, irriga corações e transforma realidades.

3. Pessoa voltada ao céu:
Outro detalhe é a figura humana com olhar voltado ao céu, representando o fiel que clama pela presença do Espírito Santo e deseja ser “transbordado” por Ele.

4. Barco em Movimento: O barco representa a jornada da fé, sempre em movimento, impulsionada pelo desejo de evangelizar.

Isso é direcionamento para o ano todo, irmãos! Deus caprichou nos detalhes de forma sublime neste ano. Nos anos anteriores também!

Este é o hoje que temos como graça de Deus para experimentarmos, testemunharmos, transbordar a esperança que essa sociedade precisa experimentar para voltar seu olhar para Jesus, como esperança certa e e solução pontual para todos do desespero, de toda a insensibilidade espiritual, de toda a cegueira espiritual, de toda a letargia que nos paralisa ou afasta-nos da presença desse Jesus que não se afasta de nós, mas permanece, ainda que no "cantinho do barco de nossa vida", como que "adormecido", mas solícito a quem for procurá-Lo ou chamá-Lo, clamando na particularidade de seu quarto, a cada passo dado na direção de Sua vontade... Transbordemos essa esperança... Não de qualquer jeito ou do nosso jeito, mas pela virtude do Espírito Santo! Temos a chance de "alagar" os ambientes onde estivermos com a esperança transbordante que o Espírito Santo nos inspirará!

Paz e fogo. Seu servo e irmão em Cristo, Antonio Lucio.
 


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