terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

SÃO MALAQUIAS DA IRLANDA E SUAS "PROFECIAS"

São Malaquias (em irlandês antigo Malachy Máel Máedóc Ua Morgair; em irlandês moderno Maelmhaedhoc O’Morgan) nasceu em 1094, na Irlanda, em um período marcado por reformas e tensões internas na Igreja local. Ainda jovem, destacou-se pela vida austera, pela disciplina monástica e pela capacidade de restaurar a ordem eclesiástica em meio a conflitos. Tornou-se abade de Armagh e, posteriormente, arcebispo, desempenhando papel decisivo na reorganização espiritual e disciplinar da Igreja irlandesa.

Durante sua primeira viagem a Roma, em 1139, São Malaquias teria recebido uma série de visões que mais tarde seriam associadas às chamadas Profecias dos Papas. Embora a autenticidade e a origem dessas profecias tenham sido debatidas ao longo dos séculos, a tradição atribui a Malaquias a formulação de breves lemas latinos que descreveriam simbolicamente cada pontífice até o fim dos tempos. A Igreja nunca canonizou oficialmente essas profecias como revelação, mas também nunca as condenou, tratando-as como elemento da piedade popular e da história espiritual da Idade Média.

São Malaquias foi canonizado em 1199 pelo Papa Clemente III, tornando-se o primeiro santo irlandês oficialmente canonizado por um papa. Seu maior biógrafo foi São Bernardo de Claraval, que conviveu com ele e registrou diversos episódios de sua vida. Entre esses relatos, Bernardo afirma que Malaquias lhe revelou a data exata de sua morte: 2 de novembro de 1148, o que se cumpriu fielmente.

Além disso, São Malaquias teria profetizado que a Irlanda sofreria opressão por parte da Inglaterra, mas que, uma vez liberta, desempenharia papel importante na restauração da fé naquele país — uma visão que, séculos depois, muitos interpretariam à luz dos movimentos de evangelização irlandesa no mundo anglófono.

É nesse ponto que surge um dos temas mais debatidos ligados ao nome de São Malaquias: as chamadas ‘Profecias dos Papas’.

PROFETAS E “PROFETAS”: E AS PROFECIAS DE SÃO MALAQUIAS?

Ao longo da história da Igreja, sempre surgiram textos proféticos, visões e listas enigmáticas que, em momentos de crise ou expectativa, voltam a ocupar o imaginário popular. As chamadas “Profecias de São Malaquias” são um desses casos. Elas reaparecem com força especialmente em períodos de conclave, quando muitos procuram antecipar o nome do próximo Papa por meios extraordinários. Mas o que realmente podemos afirmar sobre esse documento?

Do ponto de vista da crítica histórica séria, as profecias atribuídas a São Malaquias não possuem autoridade. Embora o santo tenha vivido entre 1094 e 1148, nada — absolutamente nada — nos séculos XII, XIII, XIV ou XV menciona qualquer lista profética de papas. O silêncio é total.

A primeira aparição conhecida dessas supostas profecias ocorre apenas em 1595, quando o monge beneditino Arnold de Wyon as publica em sua obra Lignum Vitae. Pesquisas posteriores indicam que o texto provavelmente foi composto poucos anos antes, por volta de 1590, durante o conclave que escolheria o sucessor do Papa Urbano VII.

Naquele conclave, um dos cardeais mais cotados era Girolamo Simoncelli, natural de Orvieto. Seus apoiadores teriam forjado uma lista “profética” de 111 papas, na qual o pontífice seguinte a Urbano VII aparecia sob o lema “De antiquitate urbis” — expressão que poderia ser interpretada como referência à cidade de Orvieto (Urbs Vetus, “cidade antiga”). A intenção era clara: influenciar a eleição.

A tentativa, porém, fracassou. O eleito foi o cardeal Niccolò Sfondrati, que tomou o nome de Gregório XIV. A fraude, portanto, não apenas não atingiu seu objetivo, como deixou rastros suficientes para que historiadores identificassem sua origem humana e tardia.

Esses dados são mais do que suficientes para dissipar qualquer dúvida sobre a falta de autenticidade das chamadas “profecias de São Malaquias”.

Ainda assim, o documento volta e meia retorna ao debate público. Durante o conclave de 1978, por exemplo, a imprensa secular o explorou intensamente, tentando prever o nome do futuro Papa com base nos lemas latinos. Como sempre, as previsões falharam — lembrando ao mundo que a Igreja não é guiada por cálculos humanos, mas pela ação do Espírito Santo.

Além disso, algumas interpretações populares chegaram a sugerir que as profecias indicariam o fim do mundo por volta do ano 2000, o que naturalmente não se cumpriu. Por isso, antes de analisar o conteúdo desses lemas, é necessário compreender como e por que esse documento surgiu, e qual é o seu verdadeiro peso diante da tradição e do magistério da Igreja.

O CONTEÚDO E A AVALIAÇÃO DAS CHAMADAS “PROFECIAS DE SÃO MALAQUIAS”

A figura de São Malaquias de Armagh — não confundir com o profeta bíblico de mesmo nome — sempre despertou interesse pela sua vida austera, sua obra reformadora e sua profunda espiritualidade.

É a esse santo que, séculos mais tarde, se atribuiu a chamada “Profecia dos Papas”, um conjunto de 111 breves lemas latinos que supostamente descreveriam simbolicamente cada pontífice desde Celestino II (1143–1144) até um último Papa denominado Petrus Romanus, sob cujo pontificado ocorreria o fim do mundo. A tradição popular afirma que Malaquias teria recebido essas visões durante sua viagem a Roma em 1139.

Contudo, apesar dessa atribuição medieval, o documento não aparece em nenhuma fonte dos séculos XII, XIII, XIV ou XV. Ele surge pela primeira vez apenas em 1595, quando o monge beneditino Arnold de Wyon o publica em sua obra Lignum Vitae. Essa ausência total de referências anteriores já levanta sérias dúvidas sobre sua autenticidade.

Ao publicar o texto, Wyon incluiu também um comentário do dominicano espanhol Alonso Ciacconio, que aplicou os lemas aos papas desde Celestino II até Urbano VII (falecido em 1590). De fato, muitos desses lemas parecem ajustar-se de modo engenhoso — às vezes até convincente — aos pontífices desse período, mencionando brasões, cargos anteriores, cidades de origem ou características pessoais.

Alguns exemplos frequentemente citados:

  • Avis Ostiensis (“Ave de Óstia”) — aplicado a Gregório IX, cardeal-bispo de Óstia, cujo brasão trazia uma águia.

  • De parvo homine (“Do pequeno homem”) — associado a Pio III, da família Piccolomini (“pequeno homem”).

  • Jerusalem Campaniae (“Jerusalém da Campanha”) — referente a Urbano IV, natural da região da Campanha e antigo Patriarca de Jerusalém.

Essas coincidências, porém, só se verificam até 1590. A partir daí, os lemas tornam-se vagos, genéricos e aplicáveis a praticamente qualquer pontífice: Vir Religiosus (“Varão religioso”), Ignis ardens (“Fogo ardente”), Fides intrepida (“Fé intrépida”). Essa mudança brusca de estilo é um dos indícios mais fortes de que o documento foi composto no final do século XVI, e não no século XII.

Diversos estudiosos apontam que a provável origem da lista está no conclave de 1590, quando um dos candidatos mais cotados era o cardeal Girolamo Simoncelli, natural de Orvieto. Seus apoiadores teriam forjado uma lista “profética” para favorecer sua eleição, incluindo o lema “De antiquitate urbis” (“Da antiguidade da cidade”), facilmente interpretável como referência a Orvieto (Urbs Vetus). A tentativa, porém, fracassou: o eleito foi o cardeal Niccolò Sfondrati, que tomou o nome de Gregório XIV.

Além do argumento histórico, há outros problemas sérios:

  • A lista inclui antipapas, algo incompatível com qualquer inspiração divina.

  • A profecia parece insinuar a data do fim do mundo, contrariando explicitamente o ensinamento de Cristo (Mc 13,32; At 1,7).

  • Muitas interpretações posteriores baseiam-se em coincidências superficiais, jogos de palavras ou associações arbitrárias.

  • A ausência total de referências durante 450 anos é praticamente impossível de conciliar com a autenticidade medieval do texto.

O primeiro grande estudioso a desmontar a suposta profecia foi o jesuíta Pe. Claude-François Ménestrier, em 1689, demonstrando que o documento não resiste à crítica histórica e teológica. Desde então, a posição dos especialistas permanece a mesma: trata-se de uma falsificação tardia, provavelmente motivada por interesses eleitorais no conclave de 1590.

Apesar disso, a lista volta e meia reaparece em momentos de conclave ou de agitação mundial, alimentando especulações sobre o “último Papa” ou sobre o fim dos tempos. No entanto, tais conjecturas carecem de fundamento e desviam o olhar do essencial: a Igreja não é guiada por cálculos humanos, mas pela ação do Espírito Santo, e o futuro não se lê em enigmas, mas na fidelidade ao Evangelho.

Diante de tudo isso, a conclusão é clara: as chamadas “Profecias de São Malaquias” não possuem valor histórico, teológico ou profético. Podem ser estudadas como curiosidade literária do século XVI, mas não como instrumento de interpretação da história da Igreja ou dos tempos finais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

SANTA VERÔNICA GIULIANI

Santa Verônica Giuliani: quando Deus escreve a Paixão no corpo de uma mulher

Santa Verônica Giuliani (1660–1727) é uma das figuras mais impressionantes da mística cristã. Sua vida une profundidade espiritual, fenômenos extraordinários e uma humanidade forte, concreta e surpreendentemente equilibrada. Ela é uma santa que não se lê — se contempla.

A seguir, sua história completa, desde o nascimento até a morte, com os detalhes que tornam sua trajetória uma das mais ricas da Igreja.

Infância: uma alma marcada desde o berço

Úrsula Giuliani nasceu em 27 de dezembro de 1660, em Mercatello sul Metauro, na Itália. Era a caçula de sete irmãs, e cinco delas se tornariam religiosas. Sua mãe, Benedetta Mancini, era profundamente piedosa e, antes de morrer, consagrou cada filha às cinco chagas de Cristo. Úrsula foi consagrada ao Costado de Jesus — algo que, décadas depois, se revelaria profético.

Desde pequena, demonstrava:

  • compaixão pelos pobres

  • sensibilidade espiritual incomum

  • temperamento forte e decidido

  • amor ardente pela Paixão de Cristo

Aos três anos, repreendia quem falava mal de Deus. Aos cinco, fazia pequenas penitências escondidas. Aos sete, já tinha visões interiores de Cristo.

Mas era também uma criança viva, intensa, às vezes teimosa — e isso a tornava profundamente humana.

Juventude: o chamado que amadurece

Na adolescência, Úrsula cresceu em beleza, inteligência e firmeza de caráter. Recebia propostas de casamento, mas seu coração já pertencia a Cristo.

Aos 17 anos, após insistência e discernimento, entrou no mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Città di Castello. Ali recebeu o nome que marcaria sua missão: Verônica, “a verdadeira imagem”.

Vida religiosa: obediência, trabalho e fogo interior

No convento, Verônica viveu:

  • humildade profunda

  • obediência absoluta

  • trabalho incansável

  • vida de oração intensa

  • penitências moderadas, mas constantes

  • caridade firme e maternal

Era conhecida por sua alegria, senso de humor e capacidade de animar as irmãs. Ao mesmo tempo, era exigente consigo mesma e buscava sempre a vontade de Deus.

Foi cozinheira, enfermeira, sacristã, mestra de noviças e, mais tarde, abadessa por mais de 30 anos.

A explosão mística: quando Deus toma o corpo

A partir dos 30 anos, sua vida espiritual entrou numa fase extraordinária. Por obediência, ela escreveu um diário com mais de 22 mil páginas, um dos maiores documentos místicos da Igreja.

A Coroa de Espinhos (1694)

Durante uma visão, Cristo colocou sobre ela uma coroa de espinhos. No mesmo instante, surgiram marcas profundas em sua cabeça, acompanhadas de sangramentos frequentes.

As irmãs testemunharam:

  • inchaços visíveis

  • espinhos “aparecendo” sob a pele

  • sangue escorrendo durante a oração

  • dores diárias e intensas

Esse fenômeno durou 33 anos, até sua morte.

Os Estigmas (1697)

Três anos depois, Verônica recebeu os estigmas das mãos, dos pés e do lado. As chagas:

  • abriam e fechavam

  • sangravam em dias específicos

  • aumentavam na Quaresma

  • desapareciam externamente quando ela obedecia aos superiores

A dor, porém, permanecia.

A Transverberação do Coração (1716)

Em um êxtase profundo, ela sentiu como se uma lança atravessasse seu peito. Após sua morte, médicos examinaram seu coração e encontraram:

  • marcas internas em forma de cruz

  • símbolos da Paixão gravados na carne

  • a palavra AMOR impressa

  • a inscrição IHS (nome de Jesus)

Esse é um dos fenômenos místicos mais bem documentados da história da Igreja.

Participação física na Paixão

Durante a Semana Santa, especialmente na Quinta e Sexta-feira, seu corpo:

  • sangrava espontaneamente

  • perdia as forças

  • revivia dores semelhantes às de Cristo

  • assumia posições da crucifixão

  • entrava em êxtases prolongados

As irmãs precisavam segurá-la para que não caísse.

O “cálice amargo”

Em vários momentos, ela relatou:

  • gosto de vinagre na boca

  • sede intensa

  • sensação de sufocamento

  • peso nos ombros

Tudo isso acompanhado de profunda união interior com Cristo.

O perfume sobrenatural

Mesmo com chagas abertas, seu corpo exalava um perfume suave, descrito como:

  • rosas

  • lírios

  • mirra

Fenômeno conhecido como odor de santidade.

Governo e sabedoria: a mística que sabia administrar

Apesar dos fenômenos extraordinários, Verônica era extremamente prática. Como abadessa, era:

  • firme

  • equilibrada

  • prudente

  • carinhosa

  • exigente na caridade

  • sábia na disciplina

Ela conciliava:

  • mística profunda

  • vida comunitária concreta

  • obediência absoluta

  • discernimento maduro

Foi investigada pela Igreja durante anos — e sempre respondeu com humildade e silêncio.

Últimos anos e morte

Nos últimos anos, seu corpo estava consumido pelas dores. Mesmo assim, continuava governando o mosteiro com lucidez e amor.

Morreu em 9 de julho de 1727, aos 67 anos, pronunciando o nome de Jesus.

Após sua morte:

  • seu corpo exalava perfume intenso

  • o coração revelou os sinais da transverberação

  • multidões começaram a visitar seu túmulo

Foi canonizada em 1839.

Por que conhecer Santa Verônica hoje?

Porque ela é:

  • um testemunho da força da graça

  • um sinal de que Deus age na carne humana

  • uma prova de que a santidade é concreta

  • um convite à profundidade

  • um chamado à conversão real

  • um lembrete de que o amor de Cristo é vivo e exigente

Ela é uma santa que desperta, provoca, purifica, inflama.

E talvez seja exatamente isso que o mundo — e a Igreja — precisam agora.


Santa Verônica Giuliani, rogai por nós

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Mais uma pregação da época da pandemia, quando tudo estava fechado... Mas o coração de Deus estava aberto para o seu povo que O busca!



quinta-feira, 23 de outubro de 2025

"ORAÇÃO - FORÇA PARA A CAMINHADA"

Você já sentiu que a caminhada espiritual está pesada? Que o desânimo, a tristeza ou o torpor espiritual tentam te paralisar? Nesta pregação profunda e ungida, somos conduzidos ao coração da agonia de Jesus no Getsêmani — onde a oração se revela como força, intimidade e resposta ao sofrimento. 📖 A partir de Lucas 22 e Mateus 26, mergulhamos na oração de Jesus, no costume de orar, na força que vem do Espírito Santo. 💡 Descubra por que a oração não é apenas um hábito, mas uma arma espiritual. 🔥 Receba o chamado para transformar sua vida de oração — mesmo quando não há vontade, mesmo quando tudo parece escuro. “Se a oração foi força para Jesus na agonia, ela será força para nós na caminhada.” 🎧 Assista com o coração aberto. Esta palavra é para quem está cansado, para quem quer voltar, para quem deseja intimidade com Deus.


sábado, 8 de fevereiro de 2025

“Pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança" (Rm 15,13b) - Direcionamento RCC Brasil 2025


Paz e fogo, irmãos! Que alegria poder voltar a escrever aqui no blog! Agradeço a a todos que continuam a desfrutar do conteúdo para a evangelização e crescimento espiritual. CONTINUEM!!!! DIVULGUEM!!! TESTEMUNHEM!!!!

Bem, vamos ao que interessa, irmãos.

O Conselho Nacional  da RCC reuniu-se em Setembro/2024 e no dia 28 do mesmo, discerniu a Palavra Norteadora para o ano de 2025:

“Pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança" (Romanos 15,13b)

Sabemos que a escolha deste direcionamento é permeada por intensa oração e escuta profética, o que ocasionou em uma escolha unânime dos membros do Conselho Nacional reunidos desde 25/09/2024, em Aparecida (SP).

A Palavra Norteadora foi anunciada por Daiana Rebhein, coordenadora da Comissão de Formação da RCCBRASIL, que explicou que a escolha teve como inspiração o Ano jubilar – "Peregrinos de Esperança", instituído pelo Papa Francisco, e que será vivido por toda a Igreja em 2025, além do verbo Anunciar, o último do triênio 2023/2025; completando, a mesma irmã falou sobre receber e viver essa Palavra Norteadora com alegria. “Transbordar essa esperança, que na verdade, significa anunciar a Boa Nova, anunciar a Cristo, levando o genuíno batismo no Espírito Santo”. (Cf. 
Conselho Nacional da RCCBRASIL define Palavra Norteadora para 2025 - RCCBRASIL)

Vamos ver tudo isso no decorrer deste artigo. 

Gostaria de começar a partir do versículo em questão, onde a segunda parte do mesmo é o que direcionará este ano de 2025:

"O Deus da esperança vos cumule de alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança pela força do Espírito Santo." (Tradução Do Peregrino)

Amados irmãos, Deus tem caprichado em Seus direcionamentos nos últimos anos. Fazendo memória para tentarmos entender esse propósito de Deus para a RCC neste 2025, vamos ver o que Deus direcionou desde 2019:

2019 - "O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Romanos 5, 5). Levando-nos a retomar os sinais do Batismo no Espírito Santo até desembocar no "amar como Jesus amou"

2020 - “Transformai-vos pela renovação do vosso espírito” (Romanos 12,2). Fomos levados a tomar a decisão pela busca da santidade, mediante o Batismo no Espírito Santo

2021 - “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força e sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Deus nos levou a redescobrirmos a experiência do Batismo no Espírito Santo, suas consequências e ver brotar a coragem do testemunho

2022 - “Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro, louvor, honra, glória e poder" (Apocalipse 5,13). Devolvendo a centralidade e o Senhorio de Jesus no trono de nossas vidas - propagando a identidade da RCC para que o mundo seja Batizado no Espírito Santo

2023 - "Desperta tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará" (EFÉSIOS 5, 14b). Despertar da sonolência indolente e levantar-se da condição de mortos, resgatando a identidade da RCC para que o mundo seja Batizado no Espírito Santo

2024 - "A paz esteja convosco! Como o Pai ne enviou, assim também eu vos envio a vós" (João 20, 21). Deus nos levou a assumir o envio do próprio Jesus a cada um de nós e propagar a identidade do movimento.

Amados (as), em 2025, Deus quer nos levar ao anúncio, conforme o plano de ação revelado ao nosso presidente do Conselho Nacional da RCC, Vinícius Simões, há anos atrás e - como foi dito no ENF 2025 em Aparecida - tornou-se o "ENF (DIRECIONAMENTO!) do anúncio".

A lógica é bem simples: No dicionário Priberam, o verbo "transbordar" significa: 

1 - Sair ou fazer sair fora das bordas, das margens.

2 - Manifestar(-se) impetuosamente; não poder conter-se.

3 - Espalhar-se em várias direções; derramar-se.

4 - Estar repleto, ter em demasia.

Os significados 2 e 4 são figurados ou não demonstram de forma literal o ato do verbo. Os significados 1 e 3 são os que realmente apontam na direção correta do verbo em seu real sentido - que nos interessa.

Sair fora das bordas ou das margens, espalhar em várias direções ou mesmo derramar, podem abrir as cortinas da compreensão deste direcionamento.

Quando colocamos água ou algum líquido em algum recipiente, ao preencher todo o espaço do mesmo, o líquido, não tendo para onde ir, TRANSBORDA, SAI FORA DAS BORDAS DO RECIPIENTE, DAS MARGENS DELIMITADORAS DO MESMO, ESPALHA-SE PARA VÁRIAS DIREÇÕES ONDE A QUEDA DO TERRENO OU LOCAL DIRECIONA, SE DERRAMA PARA FORA!

A lógica: Só quem estiver cheio transbordará de esperança no anúncio desta esperança, como PEREGRINOS DA ESPERANÇA!

Vamos detalhar isso, pois esse direcionamento é tremendo!

Na tradução da Bíblia da Ave Maria, o mesmo versículo vem com alguns detalhes interessantes. Vejam:

"O Deus da esperança vos ENCHA de TODA A ALEGRIA e de TODA APAZ NA vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança."

Fiz questão de frisar os detalhes que não estão na Peregrino. 

Cumular e encher são verbos bem distintos. Cumular (Tradução do Peregrino) é um verbo que significa juntar ou reunir algo, enquanto encher é um verbo que significa tornar algo cheio.

"O DEUS DA ESPERANÇA..." - Portanto, fonte desta esperança.

E o que vem a ser essa tal de esperança, que vai ser falada até dizer chega nas pregações?

A esperança é um tema presente na Bíblia, que pode ajudar a encarar a vida de forma positiva e a ter alegria. A Bíblia diz que Deus é nossa esperança e quer assegurar o futuro dos seus seguidores na eternidade com Ele!
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Segundo o dicionário Priberam, Esperança é:

1. Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há de realizar ou suceder.

2. Esperam, expectativa.

3. Coisa que se espera.

4. Confiança.

5. [Religião] Uma das virtudes teologais.

Se Deus é nossa esperança, então esta "virtude teologal" precisará ser exercitada em 2 níveis, no mínimo: Esperança em Deus (Experiência de fé) e esperança anunciada (prática).
 
Como essa esperança foi, é ou será apresentada a quem já perdeu sua esperança? 

E se Deus é nossa esperança, perdeu-se a Deus junto com essa disposição do espírito humano em algo que (ou Alguém) que se há de manifestar, realizar! Perdeu-se a capacidade de esperar, ter expectativa em Deus ou no céu! A confiança em Deus foi perdida!

"...VOS CUMULE/VOS ENCHA DE TODA A ALEGRIA..." - Há algo dado por esse Deus da Esperança! ALEGRIA!

Em nosso tempo, parece que isso vem sendo meio deturpado, sendo confundido com a EUFORIA. Essa alegria em Deus e dada por Ele, é PLENA, COMPLETA. (Cf. João 15, 11)

Paulo fala de uma alegria que não passa, mas amadurece e cresce num coração que crê e se aproxima de Deus.

Portanto, Paulo deseja que Deus, fonte da esperança, CUMULE, ENCHA, - acumule/torne cheio -  não só de alegria, mas de TODA A ALEGRIA que só pode provir Dele! De Deus!

"... E DE TODA A PAZ..." - Não uma tranquilidade anestésica de momento, mas TODA A PAZ que só pode vir de Jesus! Lembram-se do direcionamento do ano passado? Para chegar no envio, Jesus desejou a paz para os Apóstolos por 2 vezes, depois soprou o Espírito Santo sobre eles e os enviou. (Cf. João 20, 19-21)

Deus, quando nos dá algo, não nos dá fracionado, mas TOTALMENTE!

Paulo enfatiza que é TODA a paz. Não é uma porção, mas TODA!

Deus, quando nos chama a algo, ou quando O experimentamos, nos dá todo o necessário para um "algo a mais". 

No caso dos Romanos e no nosso, pois somos direcionados com os Romanos este ano, tem um "para quê".

"... PARA QUE TRANSBORDEIS DE ESPERANÇA PELA VIRTUDE/FORÇA DO ESPÍRITO SANTO." - Para transbordar de esperança, mas não de qualquer jeito ou como queremos, mas pela virtude ou força do Espírito Santo.

Se formos na ótica da força do Espírito Santo, como sugere a tradução do Peregrino, sabemos que esta força é transformadora quando experienciada e experimentada. Basta olhar para os Apóstolos depois de Pentecostes. (Cf. Atos 2, 42 ss)

Agora vamos na direção dada por Deus, "pela virtude do Espírito Santo". E qual virtude é essa?

Fiquei pensando nisso desde que tomei conhecimento do direcionamento deste ano. O que vem a ser essa virtude?

O dicionário nos diz, de uma forma muito objetiva e simplória que virtude é uma forma particular da disposição para fazer o bem ou qualidade/atributo que está de acordo com a moral, a religião, a lei etc..

Ora, como atribuir isso ao Espírito Santo?

Se a virtude é algo que se manifesta no indivíduo através de suas ações, portanto, para o lado de fora, então podemos considerar que AS VIRTUDES do Espírito Santo são seus frutos, conforme Gálatas 5, 22-23.

Porém, ao reler essa passagem de Gálatas, percebi algo que até então, havia passado despercebido de mim, mesmo já tendo pregado tantas vezes esta passagem. No versículo 19, Paulo fala DAS OBRAS DA CARNE. No plural OBRAS.

Quando fala dos frutos do Espírito Santo, como chamamos, Paulo diz no Versículo 22, O FRUTO DO ESPÍRITO. No singular, assim como Paulo diz aos Romanos PELA VIRTUDE, no singular também.

Podemos concluir que a virtude do Espírito Santo a qual Paulo se refere sejam todos os 9 frutos.

Quando fui pesquisar sobre a virtude do Espírito Santo no Google, a I. A. me deu como
resultado, exatamente os frutos do Espírito Santo como na imagem.ao lado.
Claro que isso não determina nada, irmãos!

Porém, em todos os outros resultados dados pelo Google, davam algum ou alguns frutos do Espírito Santo enquanto virtudes do mesmo. 

O Espírito Santo, sendo Deus, é uma fonte de esperança, e a virtude do Espírito Santo pode ser considerada, então, como um padrão de conduta e pensamento baseado em valores morais elevados. Além disso, São Paulo também ensina que o Fruto do Espírito é a expressão do caráter de Deus em nós, por isso que esse transbordar de esperança não pode ser de qualquer jeito, mas pela virtude do Espírito!

A esperança a ser anunciada tem que ser transbordada nesse anúncio de TODA a alegria e TODA a paz que vem de Deus e somente Dele! Por isso sairá com tanto poder de nós que alcançará quem nos ouvir ou estiver perto de nós, visto que o transbordamento alcança quem estiver nas proximidades da fonte transbordante.

Agora, o que mais me chamou a atenção, é que Paulo não chegou sequer a pisar o pé na comunidade de Roma, destinatária da carta. Foi martirizado antes! Portanto, a presente, é uma carta de apresentação, levada, inclusive, por uma tal Febe (Cf. Romanos 16, 1), chamada de "diaconisa" ou serva de Deus, da Cencréia, subúrbio da cidade de Corinto. (Donde provavelmente pegou a carta com Paulo)

Ah, meu Deus do céu! Que fascinante é perceber a voz de Deus a nos direcionar! 

Se Jesus é o "Logos" do Pai, é a Palavra a ser anunciada (Querigma), portanto, Ele (Jesus) é a nossa esperança maior, pois nos traz salvação, redenção, portanto, a esperança em Cristo Jesus é preciso ser vivida e proclamada nesse transbordamento. Se somos "Peregrinos da Esperança", essa ESPERANÇA tem nome: JESUS CRISTO! Peregrinos de Jesus que anunciam a esperança em Jesus, pois Ele é nossa esperança!

Este Jesus é o Batizador no Espírito Santo, que faz nascer esta esperança para que a vontade do Pai seja vivida, testemunhada e proclamada de forma plena. Isso foi trabalhado de forma muito taxativa pela irmã Kathia Arango, presidente do CONCCLAT, que ainda frisou as palavras do Papa Francisco dirigida aos carismáticos: “A RCC precisa gritar ao mundo que há poder no Espírito Santo e que Ele traz vida e esperança”.

Esse grito precisa voltar aos carismáticos com verdade, cheios de TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que Paulo deseja aos Romanos. Este Jesus que é nossa esperança, desejou a unidade da Igreja a partir do movimento que nos faz igreja na Igreja. Um desafio! Onde acabamos por ver cada dia mais divisões, rivalidades, competições (ridículas) entre grupos e servos destes, a começar pelo próprio movimento, onde a salvação das almas acaba ficando em segundo, terceiro, quarto plano para ficar "floreando"  uma felicidade ou um tempo bom onde não existe.... Famílias sendo destruídas cada vez mais e de forma violenta todos os dias, vocações escassas, juventude alienada e cada um defendendo "seu peixe" em seus grupinhos isolados se dizendo "servos". Fazem campanhas e mais campanhas, eventos e mais eventos para "encher grupos" e esquecem da salvação das almas! Chamam pregador "A", "B" ou "C" por ser "midiático" ou "famoso" para "encher grupo" e esquecem que as famílias ao derredor de seu grupo de oração está sendo destruída por um adultério, por um abuso infantil, por perda de sentido do casal, por rebeldia de filhos e desequilíbrio na educação deles, divergência de esposos e por aí vai, desencadeando ainda mais rebeldia nos jovens e falta de vocações, pois os pais estão tão empenhados em "correr atrás" das contas e responsabilidades, prestações de carro e casa, no "bem estar" dos filhos para dar uma "vida digna" a eles e cadê os tais "servos" do grupos de oração da RCC, anunciadora da salvação em Jesus!?? CADÊ!

Muitos estão, às vezes brigando por causas inúteis, querendo fazer até "panelaços", por causas "válidas" (será?), esquecendo da salvação das almas, cansadas de ver isso no mundo secular e entrando na Igreja através do movimento. Tem muita gente linge da Igreja ainda.... Longe de Jesus. Como disse a pregadora supra citada: “Se Jesus é a nossa esperança, precisamos ser discípulos missionários”, citando a Evangelii Gaudium do Papa Francisco.

Discípulos - Que seguem o seu Mestre
Missionários - Que saem para anunciar o que aprendem do Mestre a todos.

Jesus é a nossa esperança que seguimos por ser fonte da própria esperança e o anunciado por ser a nossa esperança!

Agora, se esta esperança experimentada, tocada e testemunhada é latente dentro de nós pela força do Espírito Santo que nos foi dado, não há engano. Deus, neste direcionamento retornou a 2019, onde nos deu Romanos (de novo!) 5, 5 como direcionamento daquele ano. Detalhe é que Deus insistiu na mesma moção de 2019: Batismo no Espírito Santo como eixo central da identidade da RCC, suas consequências maiores: Nos levam à unidade e ao louvor.

É, irmãos.... Parece que temos Deus, outro ano, cobrando a unidade que tanto pregamos! A esperança não engana! O amor de Deus derramado em nós, traz o agir Dele a moldar-nos. Isso frisou o irmão Jocimar Cruz, presidente do Conselho Estadual da RCC/MT no ENF 2025.

Se tem uma coisa que me deixa incomodado dentro do movimento, irmãos, é a banalização da experiência do Batismo no Espírito Santo. Não é geral, mas em muitos lugares estão tornando essa maravilhosa experiência em um momento de emocionalismo ou sensacionalismo barato. Deus não precisa disso. Nem o movimento. 

Uma experiência capaz de transformar uma vida inteira, estão tornando-a num momento somente que nem perdura!!!! Por isso, em muitos lugares os grupos de oração perderam completamente a identidade e POR ISSO, Deus, que ama esse movimento, pois é o Fundador por excelência, insiste na identidade a ser retomada. Não é legalismo. É coerência! É sensatez! Foi essa identidade que ergueu e tornou o movimento o que é hoje! Foi e é nele que as Novas Comunidades descobriram sua razão de existirem e serem o que são hoje com seus próprios estatutos e identidade! É como se muitos quisessem um movimento dentro do movimento.... Triste, mas realidade que fere e quebra a unidade. Coordenadores que discordam e pretendem discernir o que já foi discernido, FERINDO A UNIDADE. Questionados, apelam. Se colocados contra a parede, se fazem de vítimas saudosistas de tempos onde não se tinha a maturidade e tamanho de hoje.... Quanto mais se cresce em Deus, mais responsabilidades se tem diante Dele e do movimento. Muitos "dinossauros" (como muitos destes se entitulam), alegam um esfriamento do movimento, mas, - engraçado! - não vejo eles em encontros promovidos pelo movimento e quando "passam" por estes encontros é para especular, sondar as coisas, mas não para participar e dar de si para fazer o movimento crescer e amadurecer em sua realidade local, cooperar com seu testemunho de obediência, tão escasso nesse tempo... Enfim, FEREM A UNIDDE e a esperança não engana! O amor que Deus derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado quer ser experienciado e experimentado por nós e a partir desta experiência, ser anunciado, transbordado a muitos que estão distantes da graça de Deus... Ao invés de perdermos tempo com picuinhas entre servos dos grupos de oração, deixemos que esse amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado, nos leve a proporcionar o atrativo de Deus aos participantes que estão distantes da graça: BATISMO NO ESPÍRITO SANTO.

E olhem bem, irmãos! Há anos que Deus vem insistindo na santidade dos membros do movimento! Desta vez, através de Santa Teresinha do Menino Jesus, com seu poema dedicado à Sagrada Face, da qual era devota.

Somos todos chamados à santidade enquanto batizados. (Cf. §1533 do Catecismo)

Somos testemunhas da esperança de Cristo a esse mundo nesse tempo de desesperança, negativismo, hedonismo, indiferença religiosa, relativismo religioso, etc.... A lista é grande. Mas a certeza que Deus nos dá neste ano é que fomos esperados. Deus esperou pela nossa vida de testemunho, pelos nossos frutos de santidade que podemos dar nesse tempo da história!

Deus pontuou através da pregadora Maria Beatriz que, Jesus sendo a verdadeira esperança nossa, sendo Aquele que nos resgatou, o fez para uma vida cheia de sentido. E como isso é comprovado senão pelo testemunho de santidade que emana daqueles que buscam a mesma? Esse testemunho, pelo curso natural da graça em nós, quando não colocamos empecilhos ou desvios nela, torna-se uma resposta ao amor de Deus, que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado!!!! Não é algo imposto ou pesado como um fardo, mas prazeroso, cheio de TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que Deus dá por Sua graça! Acabamos por transbordar como um grito o trecho do poema de Santa Teresinha: "FAR-ME-EI SANTO, SÊ-LO-EI DEPRESSA!"

Temos o desejo latente de refletir a presença de Cristo em nós! Isso é movido pela gratidão que vira resposta através de atos que testemunhem (transbordem) essa presença da esperança, que é Jesus! 

O Espírito Santo é o santificador de nossas almas e com Ele e Nele, podemos alcançar e testemunhar a santidade que Deus espera e torna disponível para nós. Deus nos chama a sermos TOMADOS desta esperança e então apressarmo-nos nesta busca pela santidade.

Essa santidade buscada de forma fiel e com retidão, nos leva a uma intimidade com Deus tamanha, que é impossível (espiritualmente falando), que não se transborde um anúncio de esperança que demonstre tal proximidade com Deus.

Portanto, irmãos, a esperança é uma atitude de expectativa e quem a tem "...aguarda a mão de Deus agir.", como frisou o Vinícius Simões, presidente do Conselho Nacional da RCC Brasil, nesse tempo, já encerrando, inclusive, seu mandato este ano, deixando esse legado do anúncio a ser continuado. Mas anúncio mesmo! Não um sermão catastrófico apocalíptico! E aqui, para bom entendedor, pingo no "i" é letra! Não é deixar a denúncia do erro em troca de aplausos e aceitação, mas anunciar com esperança que existe um antídoto àquilo que que se denuncia! 

Deus é poderoso para fazer, irmãos! Não precisaria de nós, mas quis precisar! Para isso, infundiu a virtude teologal da esperança para colocar-nos "...em movimento rumo a Ele." (Palavras do Papa Francisco em 11/12/2024)

Esta esperança a ser transbordada não é sentimento vago de algo! É atitude que trasborda de uma alma próxima a Jesus! Vai transbordar exatamente o que Jesus transbordou! Jesus curou e libertou as pessoas do seu tempo e continua a fazer o mesmo em nosso tempo. A diferença é exatamente nas pessoas que Ele quis se utilizar! Precisando de corações solícitos, CHEIOS DE TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que somente Deus dá para transbordar a esperança que Ele infundiu já em nós! Não transbordou ainda? Então falta se deixar encher de TODA A PAZ E TODA A ALEGRIA, para que ao preencher, o transbordamento aconteça!

Que lógica espiritual maravilhosa!

A Igreja está necessitada dos católicos (as) apaixonados (as) por Jesus! Não de ditadores legalistas que esqueceram de fazer de todos o conhecimento doutrinal e teológico que adquiriram em sua busca e estudo (louváveis), tem que se transformar em anúncio, em profecia que gere esperança e não medo nas pessoas! Esperança e não raiva, ojeriza de Deus, da Igreja! A pessoa apaixonada por Jesus, sempre desejará trazer mais pessoas a Ele e não afastá-las Dele ou de Sua casa, a Igreja! Quem é íntimo de Jesus quer levar o que Ele trouxe a nós: Cura, libertação, perdão, reconciliação...

Será que não se precisa disso em nossa sociedade hoje? Será que os participantes de nossos grupos de oração não precisam de cura, libertação, perdão e reconciliação? Não está na hora de reacender a chama do primeiro amor em nossos grupos de oração para que a esperança transbordada gere estas experiências?

Será que os participantes de nossos grupos de oração não precisam de ter a esperança reconstruída em seu interior? Será que nosso testemunho transborda essa esperança? Como foi lembrado por Deus através do Vinícius Simões, "...quem tem um coração cheio de esperança, não consegue contê-la. Ela se torna visível em nossas atitudes e palavras."

Deus nos chama a extravasar nosso encontro com Ele, transformando essa experiência de encontro em anúncio ao mundo.... E esse anúncio traz esperança! Esse anúncio traz conversão aos corações! Esse anúncio abre as cortinas que ofuscam a visão daqueles que ficaram cegos espiritualmente e não enxergam a esperança!

"Sejamos uma liderança sadia para o nosso povo!" 

Essa exortação é impactante! Se não incomodar alguém, é porque não está com o coração aberto ou não entendeu nada ainda!

Todos nós precisamos ser curados, com certeza. É um caminho constante dentro da busca da maturidade espiritual e santidade que Deus tem chamado a RCC Brasil há um bom tempo.

Uma liderança sadia, vai zelar pela vida espiritual - que refletirá em tudo! - daqueles que estão sob seu pastoreio! Irá zelar pela aplicação de seminários de vida no Espírito, experiência de oração e introdução aos dons para que os participantes dos grupos de oração que administram em Deus, sejam batizados no Espírito Santo, experimentem essa esperança como um dia experimentamos! Se abram para iniciativas de evangelização aos jovens (Como faltam jovens em muitos grupos de oração!)!

Valorizemos as artes e música católica como meios de anunciar esta esperança com fé testemunhada! Liderança sadia leva seu povo para o crescimento espiritual e pastoral do movimento através de formação contínua, produzindo unidade...

Só gostaria de salientar que isso tem sido pedido há muito mais de 10 anos pelo próprio Deus a TODO O MOVIMENTO!

A esperança anunciada gera testemunho transbordante e fiel em nós.

Aliás, teve alguma pessoa que viveu isso de forma tão fiel e à risca como Maria?

Maria Santíssima é um poço de virtudes, onde Deus caprichou e deixou-nos como referência a ser seguida. Neste ENF do Anúncio, Deus deixou claro que, se queremos transbordar a esperança que é Cristo, pela virtude do Espírito Santo (que fecundou Maria), é preciso lançar um olhar a ela como Testemunha mais elevada da esperança - que é Cristo.

Alguém conheceu melhor a Jesus que ela? Alguém esteve mais próximo a Jesus do que ela? Alguém amou mais a Jesus que ela nessa terra?

Junto à cruz de Jesus (Cf. João 19, 25-27), vemos o Apóstolo testemunhando a presença de Maria, em pé.... Sofrendo sim, com uma espada a transpassar a alma de ver seu filho daquele jeito, mas sendo recebida na casa de João evangelista, com certeza, teve de consolar e encorajar aqueles homens e mulheres que seguiram Seu Divino Filho e agora sentiam falta Dele! Haviam se esquecido da promessa do Mestre que ressuscitaria ao terceiro dia, e ela, como aquela que creu (Cf. Lucas 1, 45), jamais deixou de crer nisso, pois era - e é! - íntima de Deus. E ela esteve PRESENTE nos momentos mais cruciais na história de nossa redenção (Anunciação, Paixão, Pentecostes), sem contar que Maria tem estado presente através de suas aparições, consolando e encorajando o povo de Deus à fidelidade, como foi lembrado por Deus através de Dom José Aparecido, no ENF do anúncio.

Ela é Mãe da esperança (Jesus) e consolo, pois em cada aparição sua, - reconhecidas e aprovadas pela Igreja - ela se mostra dando esperança e consolo e exortando ao acerto. Tornando-se então, o maior símbolo de esperança e consolo ao povo de Deus neste tempo tão difícil, e não há como negar que a aparição em Guadalupe a São Juan Diego é uma das mais - senão a maior - emblemáticas e pontuais de todas as aparições, em função de seus sinais extraordinários e descobertas dos mesmos no decorrer da história, e então chegamos na direção de Deus para este ano, com a frase dita por ela a São Juan Diego: "Não estou eu aqui, que sou tua mãe?".

Como não ver esperança e consolo a todo o povo de Deus na pessoa de São Juan Diego?

Maria está presente na vida e no coração da Igreja! A Igreja nos ensina isso através da devoção a esta mãe, dando-lhe a devida importância na história da nossa salvação em Jesus.

Ela transbordou e transborda a esperança pela virtude do Espírito Santo por excelência! Não esteve e está aqui, que é nossa mãe? É hora de tomar Maria como exemplo e imitá-la! Imitar suas virtudes e bebermos da fonte da coragem e perseverança que nos levará a transbordar esperança pela virtude do Espírito neste 2025. 

“De Maria, nunca falamos o bastante. Ela participa do mistério da redenção e é a rainha dos céus, sempre intercedendo por nós. Perseveremos, porque a Virgem Maria nos dá a força para ir até o fim.” - Disse D. José no ENF do anúncio. Seguremos na mão dessa mãe e aprendamos dela a alimentar a coragem e a perseverança, sendo dóceis e confiantes em Deus como ela foi e é. Viver esse direcionamento verdadeiramente, com certeza, imitaremos a Santa Mãe de Deus que fez esse transbordamento com maestria e continua a ensinar-nos como fazer isso!

Nesse ano da esperança, instituído pelo Papa Francisco, somos convocados a erguermo-nos, mesmo diante das mais terríveis adversidades que se apresentarem e olharmos para o alto! Olharmos para Jesus, no Santíssimo Sacramento do altar, como foi feito no último dia do ENF do anúncio. Ficar aos pés do Mestre, preenchendo-nos de TODA A ALEGRIA E TODA A PAZ que Ele quer nos dar e transbordar a esperança, pela virtude do Espírito Santo! 

Façamos a esperança prevalecer sobre todo desespero que se apoderou de nós em algum momento em função dos problemas que foram envolvendo-nos, situações que fizeram com que a preocupação tomasse o lugar de nossa confiança em Deus... 

E se existe algo que ficou bem claro da parte de Deus para nós neste direcionamento, é que "Esperança não é um sentimento passageiro".

Quase todas as pregações de direcionamento geral (feita no ginásio central) do evento, Deus falou isso pela boca dos pregadores. Não é sentimento. É VIRTUDE! Exala de quem a tem - E todos temos, mas precisamos transbordá-la.

E o irmão Klaus fez eco a este direcionamento na última pregação do ENF do anúncio. E se tem uma frase que resume bem a esperança a ser transbordada neste ano é que "Ela (a esperança) mostra que o nosso lugar está no céu...". Independente da circunstância, devemos ter esperança. "Lucio mas você não disse que temos ela já?".... Podem perguntar alguns. O problema é ela transbordar enquanto virtude, enquanto anúncio. Estamos num tempo em que qualquer situação vai tirando nosso foco, vamos caindo numa letargia espiritual até chegar ao ponto de um "suicídio espiritual", como foi dito. Tudo parece que faz com que muitos acabem por "frear" a espiritualidade. Contanto que, uma das primeiras atitudes abandonadas é a vida de oração, a participação no grupo de oração já dá sinais de inconstância até chegarmos no ponto do abandono aos Sacramentos.

Não é Jesus que se afasta de nós. Somos nós que afastamos Ele de nós e é aí que o barco da nossa vida corre riscos de virar. Entenda: O irmão disse categoricamente que "O nosso barco não vai virar porque Jesus está conosco. É Ele quem segura nossas vidas". Ótimo, correto, algo que "mantém a esperança" de alguns que estão caminhando firmemente. Anestésico espiritual, eu diria. Porém, NÓS é que viramos o barco com Jesus dentro!

Como? Com nosso desespero, falta de foco, abandono da vida de oração, Sacramentos, inconstância na vida em comunidade (Grupo de oração)... Ele é quem segura nossas vidas, mas nesses momentos, tiramos das mãos Dele para ficar "encerando" o problema, "dando lustro" nele. Idolatramos o problema e esquecemos que Jesus está no barco e NÓS VIRAMOS O BARCO DE NOSSA VIDA COM JESUS DENTRO DELE!

Não dá para mascarar essa realidade, irmãos! É isso que vemos acontecer. Eu presenciei e presencio isso. Luta-se para a pessoa retomar o foco, mas, essas pessoas não conseguem, estão sem forças, não reagem! Dão desculpas das mais diversas, como se fosse uma autodefesa automática da pessoa, que entra na via perigos de se obstinar nesse "suicídio espiritual". Deus nos deu 5 passos práticos para não cairmos nesse suicídio espiritual com esperança (assumida) e fé (exercitada):

1. Adentrar no coração de Jesus por meio de uma oração fecunda; (VIDA DE ORAÇÃO FIEL)

2. Nutrir-se da Palavra de Deus e de tudo que edifica a alma; (CONTATO MAIOR COM A PALAVRA)

3. Abra-se docilmente à ação do Espírito Santo. (PEDIR CONSTANTEMENTE E HUMILDADEMENTE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO SEM RESERVAS)

4. Valorizar a vida comunitária e o grupo de oração. (FIDELIDADE AO GRUPO DE ORAÇÃO SE ABRINDO À UNIDADE)

5. Lembrar que Cristo está presente em todos os momentos, até o fim. (FÉ E ATITUDE CONFIANTE)

“Fomos feitos para o céu, e nada além do céu deve ser o nosso objetivo.”
 A esperança nos faz enxergar isso, quando exercida, transbordada! É aí que devemos estabelecer a meta maior nesse direcionamento a ser seguido.

Deus é tão bondoso e detalhista que deu até os temas de retiros e eventos pontuais que, se bem entendidos, transbordarão a esperança em quem participar destes eventos!

– Tema geral para retiros de Carnaval: “Senhor, a quem iríamos nós?” (Jo 6, 68a) (Quem nos daria esperança senão Jesus?)

– Tema de Pentecostes: “E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram com intrepidez a Palavra de Deus” (At 4,31b) (Transbordaram a esperança que chegou até nós, em nossos dias!)

– Tema do Cenáculo com Maria “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28b) (A testemunha mais elevada da esperança é cheia da Graça de Deus e Ele está COM ELA)

A arte tema traz uma simbologia que reforça o propósito da RCCBRASIL para 2025:


1. Cruz e âncora:
No coração da arte, a cruz é retratada como âncora, representando a base da esperança e da fé cristã. É um símbolo da ressurreição e da promessa que Jesus oferece, destacando a cruz como fundamento de nossa fé e a


sustentação para a caminhada espiritual.(Aqui ressalto que na
arte do ano jubilar da esperança, a Cruz/âncora também está em evidência, à frente das pessoas. Confira na imagem abaixo
)

2. Formas em movimento: A arte integra um fluxo contínuo de formas que representam “Águas Vivas”, expandindo-se para além das margens. Esse elemento traduz a ideia do Espírito Santo como uma corrente que, ao se unir com a força humana, irriga corações e transforma realidades.

3. Pessoa voltada ao céu:
Outro detalhe é a figura humana com olhar voltado ao céu, representando o fiel que clama pela presença do Espírito Santo e deseja ser “transbordado” por Ele.

4. Barco em Movimento: O barco representa a jornada da fé, sempre em movimento, impulsionada pelo desejo de evangelizar.

Isso é direcionamento para o ano todo, irmãos! Deus caprichou nos detalhes de forma sublime neste ano. Nos anos anteriores também!

Este é o hoje que temos como graça de Deus para experimentarmos, testemunharmos, transbordar a esperança que essa sociedade precisa experimentar para voltar seu olhar para Jesus, como esperança certa e e solução pontual para todos do desespero, de toda a insensibilidade espiritual, de toda a cegueira espiritual, de toda a letargia que nos paralisa ou afasta-nos da presença desse Jesus que não se afasta de nós, mas permanece, ainda que no "cantinho do barco de nossa vida", como que "adormecido", mas solícito a quem for procurá-Lo ou chamá-Lo, clamando na particularidade de seu quarto, a cada passo dado na direção de Sua vontade... Transbordemos essa esperança... Não de qualquer jeito ou do nosso jeito, mas pela virtude do Espírito Santo! Temos a chance de "alagar" os ambientes onde estivermos com a esperança transbordante que o Espírito Santo nos inspirará!

Paz e fogo. Seu servo e irmão em Cristo, Antonio Lucio.
 


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

"A PAZ ESTEJA CONVOSCO! COMO O PAI ME ENVIOU, EU VOS ENVIO A VÓS" - DIRECIONAMENTO RCC BRASIL 2024



Caríssimos irmãos, Paz e fogo!!!!

Mas, como todo o ano fazemos, temos o direcionamento da RCC Brasil de 2024 e vamos recolher o que Deus tem para nós este ano. 

E TEM MUITOOOOOOO!

Ano de envio! Ano de ir até as Nínives que se apresentam a nós em tom desafiador para este tempo, onde uma boa parte das pessoas estão todas desejosas de irem para as Társis, a quilômetros da vontade de Deus, da ordem de Deus para os profetas, servos (as), membros da RCC, Igreja...

Depois do levante em 2023, do despertar do sono insólito e letárgico que muitos se encontravam, aos que despertaram, é hora do "para quê" desse levante. Muitos não têm entendido a pedagogia de Deus nestes últimos três anos, mas que Ele foi claro, com certeza foi:

ÀQUELE QUE SE ASSENTA NO TRONO E AO CORDEIRO O LOUVOR, HONRA, GLÓRIA E PODER - 2022 - Devolvendo a centralidade e o Senhorio de Jesus no trono de nossas vidas - propagando a identidade da RCC para que o mundo seja Batizado no Espírito Santo

DESPERTA, TU QUE DORMES! LEVANTA-TE DENTRE OS MORTOS E CRISTO TE ILUMINARÁ - 2023 - Despertar da sonolência indolente e levantar-se da condição de mortos, resgatando a identidade da RCC para que o mundo seja Batizado no Espírito Santo

A PAZ ESTEJA CONVOSCO! COMO O PAI ME ENVIOU, ASSIM TAMBÉM EU VOS ENVIO A VÓS - 2024 - Somos enviados, despois destes 2 passos: Um de retomada do que é próprio de quem fez a experiência do Batismo no Espírito Santo e outro para quem deixou a experiência de lado por motivos que somente a pessoa e Deus conhecem - mais Deus do que qualquer pessoa.

Disse-lhes outra vez: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”. (Tradução AVE MARIA)

Ele lhes disse de novo: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. (Tradução JERUSALÉM)

E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» (Tradução DIFUSORA)

"A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, eu vos envio. (Tradução Peregrino)

Fiz questão de registrar estas 4 traduções bíblicas da passagem para que percebamos, que independente da linguagem utilizada, das diferenças de expressão das traduções bíblicas, existe um envio!

EXISTE UM ENVIO!

E vejamos que o envio é do próprio Jesus, que faz o seu envio a nós COMO O PAI ENVIOU A ELE!

Isso potencializa o poder desse envio!

Há um poder incomensurável neste envio de Jesus a nós, irmãos!

Um poder que nos leva a IR até as Nínives apresentadas a nós de forma desafiadora, que esperam ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus! (Cf. Romanos 8, 19)

Muita gente está com a visão da "caricatura deformada" de Deus como Jonas, como expôs para nós, no ano passado, o presidente do Conselho nacional da RCC Brasil, Vinícius Simões em sua obra "LEVANTA-TE, VAI A NÍNIVE E ANUNCIA-LHES O QUE TE ORDENO", que explanou de forma sábia e ungida, um plano pastoral para seguir os direcionamentos que foram dados e desembocar neste segundo momento deste plano, que compreende o verbo IR no imperativo VAI. 

Se seguirmos a dinâmica apresentada na primeira gestão da atual presidência e conselho, estaremos então GUARDANDO a identidade neste movimento de IR até as Nínives.

Esse IR compreende alguns fatores que Deus nos revela para bem executarmos esse movimento e precisamos entender bem esses detalhes para não deixarmos passar a graça que Deus está nos dando!

Não somos somente CANAIS de graça, irmãos, mas precisamos chegar ao nível de reservatórios para que não haja esgotamento espiritual como temos conferido!

Para que não haja desapontamento espiritual como temos visto!

Para que não haja isolamento espiritual, como Deus tanto insistiu conosco no ENF 2024, em Aparecida que detalhou esse direcionamento.

Para que não haja melindre, medo de tomar posse do caminho apresentado por Deus, onde Ele quer que vamos!

O Conselho Nacional da RCC Brasil discerniu em 20/09/2023, depois de dias de retiro e escuta profética, como já é de práxis do movimento tal zelo para com nossos direcionamentos, o que deveria servir de  "controle" para a língua de muitos que falam contra o movimento, no que diz respeito a críticas sem fundamento por não participarem da vida do mesmo. 

Mas vamos ao direcionamento.

Deus nos direciona a partir da ressurreição.
 
Leandro Rabello, coordenador do Ministério de pregação no Brasil, na última pregação de encerramento do ENF 2024 frisou bem este contexto e eu gostaria de partir dele para termos uma dinâmica crescente neste direcionamento.

Se é neste contexto que somos direcionados, não podemos tirar os olhos da ressurreição, e principalmente, do Ressuscitado. 

Tudo o que Ele passou foi por amor a nós e para chegar neste momento de consumação ao contemplarmos a vida que Ele nos trouxe!

É uma questão de fé!

Como assim, Antonio Lucio? Vejam:

O momento e modo da ressurreição não é descrito: é objeto de fé e transcende a percepção humana sensível.

O Ressuscitado, sim, manifesta-se corporal e gradualmente do capítulo 20, de onde transborda o direcionamento. 

Primeiro com sinais de ausência: Sepulcro vazio, lençóis e sudário abandonados, mensagens por terceiros, onde vai se aproximando... 

Depois figura e voz irreconhecíveis, depois as marcas recentes da paixão...

É ESSENCIAL IDENTIFICAR O JESUS VIVO COM O ANTERIOR, COM AQUELE QUE PADECEU A MORTE DE CRUZ!

Olhem só como se dá o progresso na fé:

Primeiro crê o discípulo predileto, depois Maria pela visão, pelo ouvido e pelo tato. A seguir o grupo todo, finalmente, o atrasado teimoso, tendo nas manifestações, o acompanhamento de dons e encargos. 

Percebem?

O primeiro para Maria: Ser a mulher evangelista da ressurreição.

A seus discípulos, o dom da sua paz, do seu Espírito e da missão.

A Tomé, a bem-aventurança da fé.

Percebam, irmãos, que antes de manifestar-se aos seus apóstolos, Jesus se manifesta para aquela que O experimentou de maneira intensa. 

Foi até os extremos de estar diante do Crucificado. 

Ela PRESENCIOU o ato da salvação da Cruz do Calvário! 

Ela fez a experiência de salvação de forma totalitária. 

Desde a pregação de Jesus onde se deu sua libertação, até a experiência de caminhar com Ele por um tempo, ESTANDO com Ele.

Recolheu a promessa de salvação ao preço de Sua paixão, morte e ressurreição. 

Acompanhou, provavelmente não tão perto quanto gostaria, o suplício do Calvário até a chegada no Gólgota. 

Ao chegar lá, FICOU lá com Maria Santíssima até tudo ser consumado. 

Que amor é esse? 

Amor de alguém que experimentou a salvação em Jesus! 

Amor apaixonado que determinou a esta mulher que jamais se afastasse de Jesus ou tirasse seus olhos Daquele que havia dado sentido à sua vida... Como não ser "premiada" com essa manifestação primária do Ressuscitado? 

Claro que não é uma questão de premiação, recompensa ou coisa que se valha... Absolutamente. Mas foi a primeira.

Não tinha os olhos, inicialmente no Ressuscitado, a ponto de tê-lo como jardineiro (Cf. João 20, 15). 

Jesus se identifica na pronúncia do nome dela, onde aí ela reconhece Aquele que ela ama tanto! Ao tirar os olhos do Ressuscitado nosso amor é bombardeado com as distrações e imaginações, com as marcas de nosso passado que acabam turvando nosso olhar, minando nosso amor apaixonado do início e nascem os desapontamentos, desânimos, isolamentos, afastamentos...

Ficamos paralisados, sem forças de ir a algum lugar, até mesmo por causa de Jesus.

Ela recebeu a incumbência de avisar os irmãos na manhã daquele domingo... Ah, meu Deus do céu! 

O sentimento de ir à Santa Missa para encontrar a Jesus Sacramentado, atualizar o Sacrifício de Nosso Senhor quando vamos... Ahh meu Deus.... 

Será que esse sentimento ainda existe numa proporção significativa em meio a nós, RCC? 

O Espírito que nos ergueu é o mesmo que acompanhou e ressuscitou a Jesus e nos dá de forma real na Eucaristia, nosso ponto mais alto de nossa fé!!! 

Amados, é de doer ver que esse sentimento não existe mais em muitos! 

Pessoas que fazem desse momento de encontro em nossos encontros, inclusive neste ENF, com conversas absurdas, frívolas, no meio da Santa Missa! 

Andando, conversando, tirando a atenção de quem "tenta" pelo menos manter o foco, vão embora antes da benção final, "atropelam" as pessoas para irem embora... 

Amor a Jesus Sacramentado e seu Santo Sacrifício? Quem sou eu pra definir algo a respeito?

Mas esses tipos de atitudes não revelam amor a Jesus Sacramentado e comungado a quem assim age, desculpe, já que o testemunho é a exigência consequente da alegria e paz do encontro que gera o mandato aos apóstolos, que é a cena seguinte.

Notem bem que esta experiência de Maria com Jesus foi pela madrugada/manhã. 

A dos apóstolos foi na tarde desse mesmo dia, o primeiro da semana, domingo.

O medo dos judeus fez com que os apóstolos e quem estava naquele Cenáculo, fechassem as portas do recinto. 

Quando tiramos os olhos de Jesus Ressuscitado, assimilamos um medo inexplicável da opinião das pessoas em relação ao que cremos e queremos viver em Deus, ficamos com receio de ser fiéis a Deus! 

Absurdo? Sim, mas é o que acontece.
 
Fechamos as portas da vida em comunidade autêntica e sem firulas ou melindres e nos trancamos em isolamentos infecundos. 

E precisa-se entender algo que não foi dito no ENF ao ser mencionado esse isolamento: Ser RESERVADO é diferentíssimo de ser ISOLADO. 

E ser uma pessoa RESERVADA não exclui atitudes que mostrem a vida em comunidade. Com passos pequenos, as atitudes mostram a diferença. É só saber ter um olhar ampliado para isso. A pessoa isolada não aceita papo! Ela se isola mesmo e se justifica sempre, não gosta de ser cobrada e esbraveja quando acontece. Diferente da pessoa reservada que ouve, não esbraveja e se esforça para viver em sintonia e vencer sua reserva. 

É DIFERENTE!

Notem bem, irmãos, que Jesus não se deixa vencer pelas portas fechadas do medo! 
Ele se coloca no meio! 

Que  Fantástico! 

Jesus já chega anunciando para aqueles amedrontados: "A PAZ ESTEJA CONVOSCO!"
Mostra as marcas da crucificação para comprovar quem era... Cultura judaica. 

A alegria tomou o lugar do medo (Cf. João 20, 20)

O anúncio foi REPETIDO: "A PAZ ESTEJA CONVOSCO!" e então, vem o envio.

A saudação com a paz é cumprimento de promessa (Cf. João 14, 27, Isaías 60, 17, Isaías 66, 12), bem como a alegria (Cf. João 16, 20-22, Isaías 51, 3 e 11).

Saindo do medo, a alegria do encontro com o Ressuscitado é o que impera no ambiente!

Saindo o medo de nosso coração, Jesus tem liberdade para trabalhar uma alegria e paz que não se separam em momento algum!

A paz da salvação e a alegria de encontrar o Salvador!  Aí o coração fica acessível ao envio. 

A aceitação é mais provável num coração que realmente se encontrou e deixou a paz e a alegria imperarem dentro de si. 

Pois acontece um encontro entre a Graça de Deus abundante e a responsabilidade de quem a recebe de se deixar tomar por estes 2 frutos do Espírito de Gálatas 5, 22, onde estão um ao lado do outro após o fruto do amor! 

Sim, irmãos! O amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado (Cf. Romanos 5, 5) se torna fruto que irradia os outros frutos e se formos prestar atenção na sequência Amor - Alegria - Paz, temos uma matéria prima inesgotável para aceitar e dar vazão ao envio que vem logo após o desejo de Paz que desperta a alegria dos Apóstolos. 

Do mesmo modo, se deixarmos o livre e natural curso da graça em nós, isso causará uma subida nos degraus da ascese e mística cristã! Algo que todos os santos e santas da Igreja cultivaram e fizeram com que chegassem onde chegaram! 

Muitos, hoje, buscam a mística sem ascese e isso não existe!

NÃO EXISTE!

Pois uma anda ao lado da outra, uma alimenta a outra, uma provoca a outra! 

Preciso vencer o mais perigoso inimigo da minha alma: EU. 

Se desconheço a vontade de Deus, vivo entranhado em meus medos, sem responsabilidades diante da graça que Deus me dispensa, como aceitarei e acolherei o envio? Se o fizer, como desempenharei o que o envio me implica? Como direi que sou um instrumento de paz e alegria se desconheço até quem me enviou e por isso desconheço Sua vontade?

Bem, a terceira cena está ligada à segunda: A manifestação de Jesus se dá para 10 apóstolos. 

Sabemos que Judas Iscariotes está morto. Quem falta? Tomé. O conhecido por Dídimo ou Gêmeo.

Os versículos 24 e 25 de João 20 resumem a chegada de Tomé e a alegria dos discípulos de terem visto a Jesus! 

Tomé rebate dizendo que não acreditará se não tocar em suas chagas.

É interessante, pois sempre paramos aqui em Tomé. 

Chamamos ele de incrédulo (como o próprio Jesus o chama no V. 27). Porém, me chamou a atenção o que o Leandro Rabello nos trouxe no ENF: O que levou Tomé a não estar com os outros 10 ali no Cenáculo? O que era mais importante do que estar ali? O que levou Tomé a vencer até o medo dos judeus que fizeram os outros FECHAREM AS PORTAS POR MEDO?

Aqui foi trabalhado o isolamento que falamos acima. Gostaria de ir além.

Se olharmos o capítulo seguinte de onde estamos, vamos notar que Tomé estava entre os 6 que foram pescar com Pedro, que desapontado, cansado, precisando ser curado das negações, decidiu voltar a pescar PEIXES, quando já tinha sido enviado a ser pescador de HOMENS (Cf. Lucas 5, 10). 

De alguma forma, Pedro tinha uma liderança e acabou que os outros 6 o seguiram. Deu no que deu: Não pescaram nada! 

Bem, essa a gente fala num outro momento. 

O fato é que a Escritura nos abre um leque vasto espiritual para as motivações de Tomé.

Decepção por não ver a libertação de Israel em Jesus como era esperado?

Medo do que falariam para ele após voltar para os seus, que talvez ou com certeza não haviam entendido sua decisão de seguir a Jesus?

Amargura pela espera de se concretizarem as promessas que Jesus havia feito enquanto caminhava com eles?

Em nossos grupos de oração, será que não vemos alguns Tomés por lá? 

Por isso, como Tomé, a prioridade não fosse estar junto à Igreja, junto à comunidade... 
A ausência gera indiferença. 

A indiferença gera insensibilidade. 

Insensibilidade gera desprezo. 

Desprezo gera mudança de foco e prioridades, pois deixa de ser importante para dar a importância a outra coisa no lugar. 

No caso de Tomé, não temos essa informação do que seria, mas teve força o suficiente de tirar ele da comunidade apostólica. 

Aí gera a incredulidade que fez Tomé conferir se era Jesus mesmo ou os Apóstolos tinham "viajado na maionese", num delírio coletivo de alucinação!

Olha onde chegamos! 

Existem muitos "alucinados" também em nossos grupos de oração! Vendo coisas onde não tem, criando "pelo em ovo" com a deturpação da identidade, quando se trata de servos, pessoas da assembleia vendo coisas em casa, sendo machucadas em casa, no trabalho e quando ficam sabendo do grupo de oração, tomam coragem, vão e não encontram o Deus que vieram buscar com as respostas necessárias e acabam não voltando mais! 

Porque será?

São os Tomés das Nínives desafiadoras aos quais somos chamados a ir! 
Tomés que se isolam em suas Társis, a quilômetros de distância da vontade de Deus e não conseguem se desvencilhar disso! São os Tomés enfraquecidos, sem estrutura, colocados, muitas vezes na linha de combate num serviço do grupo de oração e quando vem o ataque espiritual, quando chega a Cruz, quando chega a ausência de Jesus que nos educa na fé, sem forças, não consegue dar a prioridade à comunidade, onde encontraria (ou deveria encontrar) forças em seus irmãos para que a comunidade, cheia do Espírito Santo, comunicasse a força do Batismo no Espírito para que esses irmãos passem a dar a prioridade, deixando brotar o sentimento de pertença, vencendo o isolamento, a amargura, decepção, dores interiores.... 

A lista pode ser quilométrica!

Não adianta somente dizer que já conhece Jesus. Tomé também O conheceu. 

Judas Iscariotes também. 

O Jovem rico, sem nome também olhou diretamente para Jesus, frente a frente (Cf. Mateus 19, 16-22/Marcos 10, 17-31/Lucas 18, 18-30).

Mesmo assim voltaram atrás com tristeza, se mataram (fisicamente ou espiritualmente) ou se isolaram ou deram a prioridade a outras coisas... 

Lembre-se sempre que ser uma pessoa reservada é diferente de ser isolada.

Irmãos, a quarta cena do capítulo 20 coloca o mesmo Tomé diante de Jesus e Jesus diante dele.

Oito dias depois... 

Uma semana depois, no domingo seguinte, Jesus veio de portas fechadas e se colocou no MEIO DELES de novo, porém, João frisa que Tomé estava com eles agora.

Pela terceira vez no capítulo, João traz a saudação: "A paz esteja convosco!"

Essa paz faz a diferença! Torna-nos instrumentos de paz. 

Eis o segredo transformador da experiência com o Ressuscitado! 

Uma paz que ninguém será capaz de tirar de nós!

A sequência da cena nos mostra um Jesus "direto e reto"! Na tradução da Bíblia Peregrino, lemos "Depois, diz a Tomé:"

Ou seja, se volta de forma pessoal a Tomé. Não fica na beirada e nem faz rodeio. 

É direto ao questionamento e dúvida que trazemos, assim como Tomé. 

A bem da verdade, não sabemos as razões de Tomé e deduzimos algumas coisas. 

Talvez essas deduções sirvam para esse tempo também.

O fato, irmãos, é que, muitas vezes acabamos "pintando" um Jesus diferente Daquele que conhecemos no Evangelho.

São Jerônimo afirmou: “Desconhecer a Sagrada Escritura é ignorar o próprio Cristo”

Querem um Jesus adaptado aos seus gostos, caprichos e necessidades.

Santo Agostinho dizia: "Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo."

Nestes últimos direcionamentos de Deus para a RCC Brasil, graças a Deus, muitos têm entendido e abraçado até, mas uma boa parte não vai até o fundo da questão para abraçar totalmente e viver os direcionamentos, exatamente porque pára  na adaptação de Jesus a seus gostos e caprichos, fazendo Dele um Jesus "LIGHT", como dizia saudoso Padre Léo, sem calorias, sem exigências, sem ser direto quando precisa. 

Podemos considerar que Jesus, neste momento, deu uma formação pessoal a Tomé.

Pois no processo formativo da RCC, temos a possibilidade de colocar as mãos nas chagas de Jesus e comprovar que é Ele mesmo que está nos ensinando a dar passos de fé na direção da maturidade espiritual. 

Esse conhecimento profundo de Jesus precisa nos levar a amar! 

Se não nos leva a amar como Jesus amou, esse conhecimento é improdutivo, inválido, infrutífero, pois foge do princípio do Formador por excelência!

Por isso é necessário ter zelo e dedicação neste processo formativo em suas fases querigmática, módulo básico e ministérios específicos da RCC. Tem um porquê e um para quê!

Por que o processo passa pela experiência em todos as dimensões desde um anúncio querigmático catequético experiencial (Seminário de Vida - 9 semanas, Experiência de oração e introdução aos dons), que nos leva a querer conhecer a fundo o movimento que me faz igreja na Igreja. 

Qual sua identidade?, está em unidade com a Igreja?, quando nasceu?, quem estava lá?.... 

Passamos a ver o sentido de um grupo de oração, conhecendo seus momentos, missão, objetivos, aprendendo a lidar experiencialmente com os carismas, aprendendo a acolhê-los para o bem do serviço à Igreja, passamos a entender o propósito da oração, porque e para que trilharmos um caminho de santidade, sem contar que temos uma "pitada" de autoconhecimento na formação humana que interliga tudo isso dentro do módulo básico, que desemboca num caminho de discernimento que o Espírito Santo vai direcionando para a formação específica de ministério... 

Não seguir esse caminho de processo formativo, traz um risco muito grande de mutilarmos o processo pessoal de cada um, visto que este processo nos dá a consciência da continuidade até nosso último suspiro!

O processo formativo da RCC nos torna guardiões da identidade deste movimento, dando-nos tamanha firmeza de discípulo, tamanha força espiritual que não abandonamos mais o Mestre, independente da circunstância que vivemos! E digo isso com conhecimento de causa, irmãos! 

Foi este processo que me manteve firme e desejoso de Jesus a cada dia mais!

Cada ensino me dava sede de querer ainda mais! 

Sem contar que este processo formativo da RCC, a quem se abandona, torna-se um caminho de cura.

Tomé precisava passar pelo processo formativo de Jesus para saber se colocar em seu lugar, como aconteceu com João Batista. 

O lugar de Tomé não era a exigência de que Jesus provasse quem Ele era! Era aceitar que Jesus era, é e sempre será o Salvador! 

Aquele que venceu a cruz do Calvário e a morte com a ressurreição que Ele estava mostrando aos 11! Ah, meu Deus do céu!!!! 

Com tantos se arvorando como deuses de si mesmos dentro e fora da RCC e da Igreja, precisamos desta experiência urgentemente! 

Descobrir que nosso lugar é aos pés do Mestre, sem a pretensão de ensiná-Lo a ser Deus! 

A pretender ensiná-Lo quando e como agir! 

EI, RCC! Despertemos!!! 

Precisamos voltar ao nosso lugar como João Batista que entendeu que seu lugar não lhe dava direitos, sequer de desatar as sandálias de Jesus!!! Imaginem eu e você?

Precisamos entrar no Cenáculo com Tomé a aprendermos a nos parecer mais com Jesus. Tomar as feições Dele.

Na formação, Jesus nos toma de forma clara como um amigo que fala abertamente com outro amigo, sem medo de melindre, frescura, mimimi, ou mesmo, sem a mania de adaptá-Lo ao nosso bel prazer e gostos. 

Pois Ele vai fazer como fez a Tomé no Versículo 27 de João 20: "Põe aqui o dedo e vê minhas mãos. Estende a mão e coloca no meu lado, e não sejas incrédulo, mas crê." (Tradução Bíblica Peregrino)

Na lata! Sem rodeio! 

Quem está junto de Jesus como amigo (Cf. João 15, 15), pretendendo servi-Lo, não pode esperar outra postura Dele a não ser essa diante da incredulidade! 

Ninguém serve alguém em quem nem sequer acredita! 

Jesus dá uma palavra de ordem a Tomé: de CRER!

Creia, Tomé! 

Não duvide mais! 

Não titubeie mais! 

Não invente desculpas! 

Não se justifique mais! 

CREIA! 

Não desvie o olhar de Mim para não perder o foco ou a prioridade!

Não faça média com as pessoas! Ame-as!

E aqui irmãos, está algo contundente acerca desta cena: Tomé tenta fazer uma espécie de "média" com Jesus, no Versículo 28: "Meu Senhor e meu Deus." 

Dá a impressão que Tomé faz uma reverência a Jesus, não dá? A Escritura não deixa isso claro e nem cita essa possibilidade, mas que dá a entender que Tomé tenta remediar a situação. Não tem como. 

Jesus já ouviu na semana anterior a fala de Tomé. 

Quando falamos algo a Jesus, não tem como apagar! Ele nos leva a sério! 

Talvez como não O levamos a sério, mas Ele nos leva a sério! Se falamos a Ele, Ele escuta e leva a sério. 

Nós voltamos atrás e Ele até nos ajuda a superar a "caca" que falamos, mas não apaga, leva a sério e pede contas. De forma pessoal! 

Nem sequer a Sagrada Escritura cita outro Apóstolo nesse diálogo entre Jesus e Tomé.

E a resposta direta e aguda com promessa a NÓS é de "bate e pronto" a Tomé: "Porque me viste, creste. Felizes os que crerão sem ter visto" (Cf. João 20, 29 - Tradução Bíblica Peregrino)

Tudo na Igreja, visa a salvação das almas! 

Se nós, RCC, não visamos a salvação das almas no que fazemos e a quem fazemos, perdemos o rumo como Tomé e deixamos a verdadeira prioridade por outra qualquer e se não é para ir onde Deus manda e a quem Ele manda - e Ele não quer perder ninguém! - é melhor ficar em casa, sem tomar ou perder o tempo de quem tem claro que a salvação das almas é a meta primordial de quem foi batizado no Espírito Santo de forma autêntica! 

E a RCC será tão missionária em seus membros quanto for fiel à sua identidade, sem mutilações, falsificações, adulterações! 

É preciso deixar a posição de incredulidade, medo, amargura, isolamento, abandono do Mestre, melindres, apegos, decepções, desapontamentos, receios, dúvidas ou desejo de desistência, para ocupar a posição que Jesus quer nos dar a partir desta experiência: A DE EMBAIXADORES DELE, DE CRISTO em todos os lugares, para que no ano que vem, anunciemos o que Deus nos mandar anunciar! 

Propagando assim, a identidade que foi resgatada e guardada para este momento, para que o MUNDO SEJA BATIZADO NO ESPÍRITO SANTO!

A salvação das almas é a urgência! 

Não nos auto-enviamos! Quem nos envia é Deus! 

E Ele nos manda onde Ele quer para anunciar o que Ele manda, como Ele quer.

Ele nos dá o que necessitamos: Amor entranhado, fé, esperança, alegria, confiança cega em Deus, humildade, Vigor missionário, retidão de vida, Carismas, Comunhão de coração com os irmãos e com a Igreja, resiliência, obediência a Deus e à Igreja... 
É preciso ter uma retomada a exemplo de Jonas e Tomé, indo à nossa Nínive interior para que brote em nossa alma esse ímpeto extraordinário do Espírito Santo que nos faz ir às outras Nínives de nossos grupos de oração, consertando as redes que ficaram danificadas pela falta de atenção necessária, desleixo espiritual, relaxamento na conduta espiritual no contra testemunho, negligência no servir para também ir até os jovens, às famílias que estão em várias Nínives espalhadas pelo mundo a fora!

Se o que temos feito até aqui, dividiu de alguma forma o Corpo de Cristo que é a Igreja, NÃO VEM DE CRISTO!

Chega de dividir o corpo de Cristo, mais do que já foi, irmãos!

É chegada a hora do exército de Cristo se levantar e guerrear na sua posição de vitória: DE JOELHOS DIANTE DO MESTRE!

Este ano, não é tão somente um ano de envio! É ano de ir e guerrear de joelhos, pois, como prometeu Jesus a Tomé: "FELIZES OS QUE CRERÁO SEM TER VISTO"

Nós não O vimos como Tomé viu, então podemos tomar posse desta promessa de felicidade garantida! 

Felicidade em ver a salvação chegando naqueles que tanto sofreram até aqui!

Felicidade do encontro com o Salvador que não mede esforços para salvar!

Felicidade em ter a companhia constante do Mestre mediante o Batismo no Espírito Santo!

Felicidade em experimentar o poder da Palavra de Jesus nos enviando às Nínives desafiadoras do nosso tempo!

Felicidade em proporcionar a experiência de Tomé aos Tomés de nossos grupos de oração!

Felicidade em nos deixar tocar pelo Mestre em nossa Nínive interior, particular...

Felicidade em cumprir a ordem do Mestre Jesus em permanecer em nossa Jerusalém sem isolamentos.

Felicidade em termos um voto de confiança de Jesus ao sermos enviados na mesma potência salvífica que o Pai O enviou a nós!

Essa felicidade é revestida da paz do encontro com o Salvador, envolvida na força do alto, o Espírito Santo, sustentada no exercício dos carismas de forma responsável e salutar, sustentada na vida fraterna em comunidade em nossos grupos de oração, sem mutilarmos a identidade do movimento que nos faz igreja na Igreja, é o que nos faz levantarmos como um Novo Tomé que depois de Pentecostes, vai até as últimas consequências de seu testemunho de fé e encontra a coroa do martírio no Testemunho autêntico do anúncio do Evangelho que ele experimentou no dia da Ressurreição de Seu Mestre e nosso Mestre Jesus.

Saiamos da condição do Jonas que iria para Társis para tomarmos posse da condição do Jonas que vai à Nínive e se deixa converter em sua visão deturpada de Deus para experimentar os cuidados de Deus como aconteceu com Tomé, Pedro, Paulo, Agostinho, Tertuliano, Policarpo, Camilo, Verônica Giulianne, Gemma Galgani, Bernadete... 

Falta eu e você completarmos essa lista. Vamos? Ele está nos enviando:

"A PAZ ESTEJA CONVOSCO! COMO O PAI ME ENVIOU, ASSIM TAMBÉM EU VOS ENVIO A VÓS."

Paz e fogo. Muita unção e sede de santidade. Miserável servo dos servos de Deus, Antonio Lucio

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